17 de jan. de 2013



O grande Ilo Caldas - Foto Folha PE




Roberto:

Ontem faleceu ILO CALDAS, ex-jogador do Sport, meu amigo lá da Vila dos BAncários e companheiro de peladas. Em 1952 foi convocado para a seleção brasileira que foi às Olimpíadas de Helsinque. Na época, jogava no Vasco para onde foi juntamente com Adésio e Vavá, seus companheiros no juvenil do Sport. No começo da sua vida futebolística jogou no juvenil do Náutico até que um dia, antes de um jogo com o Sport, lá nos Aflitos, seu pai, Aluízio, ex-ponta esquerda do time da Ilha, invadiu o gramado para retirar de campo o seu filho por não admitir que ele enfrentasse seu clube do coração. Ilo jogou no time profissional do Sport, tendo também atuado em Portugal. Era um jogador de bom porte físico e de muita raça. Mas tinha também qualidade técnica. Chutava muito bem, tanto de esquerda quanto de direita. Mais um que se foi...

Por favor, faça no seu Blog um registro desse falecimento.

abraço,

Edgar Mattos, MDM


PS- quando, em 1952, ele foi convocado para a seleção brasileira eu, então com 17 anos, fiquei muito entusiasmado e comuniquei a minha mãe que pretendia ser jogador de futebol. Felizmente ( para o futebol ) desisti em tempo.


2 comentários:

  1. Conheci pessoalmente Ilo Caldas, mantendo contato e jogando conversa fora no Bar 51, na saída do Pina, nos sábados pela manhã. O bar era frequentado também por Vadinho, o locutor José Bezerra e a patota de Caruaru, Jório Valença, Mário Florêncio e outros menos votados. Ilo me falou um dia dos seus pegas com Gago, quando Náutico e Sport se enfrentavam, ano de 1954. Jogando pela esquerda, aberto, como ponta, o adversário a ser batido era Caiçara, outro que acaba de nos deixar. Mas era com Gago, gaúcho de sangue quente, o pega. Ilo falou também do episódio narrado por Edgar, o pai tirando ele de campo. Bom papo, boa praça. No domingo, na Ilha, chegava a sair no tapa com Gago, aconteceu uma vez. Na segunda, o encontro no ônibus vazio da Autoviária, linha de Casa Amarela, que descia pela Rosa e Silva. Ilo morava ali perto. Ninguém no ônibus. Somente ele numa cadeira ao lado. Gago pegava o ônibus frente ao Náutico. O aperto de mão, a paz selada, e a viagem feita um ao lado do outro. Bons tempos! Ilo falou também de Helsinque, do tempo do Vasco, de Vavá, de Adésio, meu colega de curso científico no Osvaldo Cruz, companheiro de pelada nos quinze minutos de recreio. Bons tempos!

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  2. Convivi com Ilo, grande amigo, nessa última fase da sua vida. Fomos vizinhos de prédio (Atibaia Village, em Casa Forte) durante muitos anos e sempre que eu chegava das minhas corridas e caminhadas batíamos um papo no jardim do prédio. Ilo era o que costume chamar de "um bom homem") Risonho, educado, um gentleman. Já estava ultimamente meio alquebrado pela idade, mas isso não lhe tirava o sorriso do rosto. Mudei-me de prédio, mas não de bairro, faz 8 meses e nesse período encontrei-me poucas vezes com meu amigo Ilo. Que ele esteja hoje num plano mais elevado, revendo antigos companheiros e rindo sempre. Saudade, Ilo !

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