23 de dez. de 2012









Por ROBERTO VIEIRA


Mourinho olhou pra tabela.

Barcelona campeão no primeiro turno.

Solução?

Casillas no banco.

Em campo?

O Málaga agradeceu comovido.

Loucura, alucinação, onipotência.

Tudo isso e mais um pouco ronda os neurônios de um técnico.

A história do futebol está plena de exemplos.

Fraldas descartáveis na memória da bola.

Adhemar Pimenta escalando o Brasil na semifinal de 38.

Um abacaxi sem Tim.

Flávio Costa enxotando Mauro e Nilton Santos em 50.

Sebes insistindo com Puskas em 54.

Rinus Michels bebendo champanhe no dia 6 de julho de 74.

Coutinho relegando Marinho Chagas e Júnior em 78.

Telê demitindo Renato e Leandro em 86.

O futebol é pródigo em inventores geniais.

Pena que suas invenções desafiam a lógica do craque.

Em um final de ano onde Rafa Benítez se superou no Mundial de Clubes.

Mourinho não queria ser deixado pra trás.

E tome Casillas na reserva.

Mas todos esses técnicos estão absolvidos.

Pois a maior loucura nas inúmeras loucuras já cometidas.

Permanece na antologia de Zagalo.

Zagalo que um belo dia.

Tascou a camisa 13 no Rei.

Sem direito a camisa de força...





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