1 de dez. de 2012







A família Seixas foi atraída para a comunidade americana pelos jovens Alberto e Victor Seixas, amigos de Rômulo de Souza. Em 1916, era sufragado como presidente do América Futebol Clube, Thomaz Seixas Sobrinho, fato que se repetiria em 1917 e 1924. Definitivamente apaixonados pelo clube, não causou surpresa a chegada com armas e brasões do Coronel Thomaz Seixas, personagem dominante na sociedade e comércio recifense no início do século XX.

Não se pode escrever a história do América sem a presença do seu maior benfeitor. O Coronel Seixas ocupou a presidência do clube nos anos de 1918, 1920, 1921, 1922, 1925, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930 e 1932. Durante seus mandatos, o dirigente abriu os cofres, adquirindo para o América a sede da Rua da Conceição, a sede da Rua Nova e o Campo da Jaqueira, onde fez construir o lance de arquibancada em 1927. Não satisfeito, contratou craque em cima de craque para o clube. Nomes como Bermudes, Peres I, Peres II, Salermo, Alexi, Ambrósio Gama se juntaram aos ídolos formados no clube, conquistando cinco campeonatos estaduais e a Taça de Campeão do Norte em 1920.

Além do futebol, o Coronel Seixas pensava no América como um todo. Completo material de ginástica foi comprado ao Gymnasio Brasileiro de propriedade do ginasta Bianor Oliveira, proporcionando aos associados do clube a prática salutar do esporte.

O tiro ao alvo e o tênis também foram modalidades de destaque no clube e por incrível que pareça, até a filmagem de jogos do América foi patrocinada pelo magnata – jogos que infelizmente se perderam no tempo.

Nada mais justo que a homenagem prestada pelo América ao seu grande benemérito. Perto do final da vida, o Coronel Seixas foi aclamado Presidente de Honra da entidade.


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