O maior centroavante da história era um tampinha.
Nascido nos escombros da segunda guerra.
Jogando bola com um capacete nazista.
Driblando a fome com água e farelo de milho.
Quando começou a jogar provocava risos.
Compaixão dos beques inimigos.
Incredulidade da platéia.
Dizimou a tudo e a todos com gols, gols e muito uísque.
Bêbado.
Marcou 10 gols na Copa de 70.
Trêbado,
liquidou a Laranja Mecânica em 74.
Ébrio.
Levantou com um toque o Europeu de 1976 para o Bayern.
Aposentado neste jogo da foto.
No dia 20 de setembro de 1983.
Certa noite estava jogado nas sarjetas de Munique.
Quando um atônito Beckembauer o reconheceu.
Internado.
Prometeu ao Kaiser e a Uli Honess se regenerar.
Trocou a pinga pelas divisões de base do Bayern.
Aprendeu a se embriagar apenas com as glórias do passado.
62 jogos pela seleção alemã?
68 bolas na rede, bicho!

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