2 de nov. de 2012






O maior centroavante da história era um tampinha.

Nascido nos escombros da segunda guerra.

Jogando bola com um capacete nazista.

Driblando a fome com água e farelo de milho.

Quando começou a jogar provocava risos.

Compaixão dos beques inimigos.

Incredulidade da platéia.

Dizimou a tudo e a todos com gols, gols e muito uísque.

Bêbado.

Marcou 10 gols na Copa de 70.

Trêbado,

liquidou a Laranja Mecânica em 74.

Ébrio.

Levantou com um toque o Europeu de 1976 para o Bayern.

Aposentado neste jogo da foto.

No dia 20 de setembro de 1983.

Certa noite estava jogado nas sarjetas de Munique.

Quando um atônito Beckembauer o reconheceu.

Internado.

Prometeu ao Kaiser e a Uli Honess se regenerar.

Trocou a pinga pelas divisões de base do Bayern.

Aprendeu a se embriagar apenas com as glórias do passado.

62 jogos pela seleção alemã?

68 bolas na rede, bicho!



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