Quando
o América chegou ao Recife, o carnaval explodiu. A saga dos rapazes
da Rua da Conceição ultrapassara fronteiras. Telegramas de
felicitação partem de todo o Brasil – para delírio de alguns e
inveja de muitos. Nos subterrâneos do futebol algo deveria ser feito
para destruir aquele time imbatível, o melhor que Pernambuco já
conhecera.
A
última esperança de conseguir dobrar o América legitimamente foi
pro espaço no dia 4 de abril de 1920. Era a estreia do grêmio
alviverde no estadual diante do Sport Club do Recife. O Sport marcou
um tento através de Benedito. E foi só. Reforçado pelo artilheiro
Zé Tasso que fez questão de deixar sua marca nas redes de Franco, o
América brincou de jogar bola, goleando por 4 a 1 – os outros gols
foram dos irmãos Perez.
No
jogo seguinte, outra goleada, desta vez sobre o Náutico de Barbosa
Lima Sobrinho: 4 a 1. Em campo não era possível. Entrou na jogada o
extra-campo.
Brigas
e mais brigas na Liga. Botou-se pra fora João Duarte Dias,
presidente interino da entidade na ausência de Costa Lima. O
argumento é que João Duarte era a favor do profissionalismo. Com a
faca e o queijo na mão, os dirigentes esperaram o jogo entre América
e Santa Cruz com arbitragem do Sr. João Elias Bernardes. Parecia um
replay do primeiro jogo entre Remo e América no mês de fevereiro. O
América marcou duas vezes. O juiz anulou os dois gols. O Santa Cruz
marcou num lance duvidoso. O árbitro correu pro meio de campo.
Era
demais. A pressão explodiu nas agressões verbais e empurrões de
Bermudes, Alex e dos irmãos Perez ao árbitro. Perez I pegou seis
meses de suspensão. Os demais, três meses. O campeão do Norte era
desfigurado fora das quatro linhas.
No
dia 25 de julho, o América se desfiliou da Liga, dizendo adeus ao
sonho do tricampeonato.
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