3 de nov. de 2012





Quando o América chegou ao Recife, o carnaval explodiu. A saga dos rapazes da Rua da Conceição ultrapassara fronteiras. Telegramas de felicitação partem de todo o Brasil – para delírio de alguns e inveja de muitos. Nos subterrâneos do futebol algo deveria ser feito para destruir aquele time imbatível, o melhor que Pernambuco já conhecera.

A última esperança de conseguir dobrar o América legitimamente foi pro espaço no dia 4 de abril de 1920. Era a estreia do grêmio alviverde no estadual diante do Sport Club do Recife. O Sport marcou um tento através de Benedito. E foi só. Reforçado pelo artilheiro Zé Tasso que fez questão de deixar sua marca nas redes de Franco, o América brincou de jogar bola, goleando por 4 a 1 – os outros gols foram dos irmãos Perez.

No jogo seguinte, outra goleada, desta vez sobre o Náutico de Barbosa Lima Sobrinho: 4 a 1. Em campo não era possível. Entrou na jogada o extra-campo.

Brigas e mais brigas na Liga. Botou-se pra fora João Duarte Dias, presidente interino da entidade na ausência de Costa Lima. O argumento é que João Duarte era a favor do profissionalismo. Com a faca e o queijo na mão, os dirigentes esperaram o jogo entre América e Santa Cruz com arbitragem do Sr. João Elias Bernardes. Parecia um replay do primeiro jogo entre Remo e América no mês de fevereiro. O América marcou duas vezes. O juiz anulou os dois gols. O Santa Cruz marcou num lance duvidoso. O árbitro correu pro meio de campo.

Era demais. A pressão explodiu nas agressões verbais e empurrões de Bermudes, Alex e dos irmãos Perez ao árbitro. Perez I pegou seis meses de suspensão. Os demais, três meses. O campeão do Norte era desfigurado fora das quatro linhas.

No dia 25 de julho, o América se desfiliou da Liga, dizendo adeus ao sonho do tricampeonato. 


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