... continuando a saga, após curta pausa para meditação...
Quinze anos afastado da Série A do Pernambucano. A situação não era das mais fáceis. A mídia não levava muito a sério a classificação do América, preferindo o silencio respeitoso. Apenas torcedores fanáticos sonhavam com a possibilidade da volta a divisão principal do campeonato pernambucano – um autêntico presente de Natal fora de hora.
Como toda odisseia, a volta do América também teve seu herói. Um garoto de dezoito anos de idade, antigo juvenil do Sport, entrou em campo triste e amargurado. Na semana do jogo, Müller assistiu ao drama da perda de um filho ao lado da esposa Danielle. Somente o olhar de sua filha Heloísa conseguiu lhe dar forças para entrar em campo diante do Chã Grande.
O América alinhou Anderson; Arley, Givaldo, Carioca e Edmilson; Jaécio, Alemão, Algodão e Zé Carlos; Müller e Cláudio. O Chã Grande/Decisão veio com Jeady; Jamerson, Marivaldo, Sandro Miguel e Alexandre; Marcos Mendes, Marquinhos, Diego e Renato; Careca e Eduardinho.
Apesar de confiante em seu time, o técnico Paulo Júnior do América sabia que a missão era quase impossível. O alviverde não dependia apenas dele – era necessário ficar de olho no saldo de gols do Timbaúba em Pesqueira, diante dos donos da casa. Talvez, por isso mesmo, o começo da partida foi terrível. Renato e Marquinhos desperdiçaram a chance de inaugurar o marcador cara a cara com o goleiro Anderson.
Como toda odisseia, a volta do América também teve seu herói. Um garoto de dezoito anos de idade, antigo juvenil do Sport, entrou em campo triste e amargurado. Na semana do jogo, Müller assistiu ao drama da perda de um filho ao lado da esposa Danielle. Somente o olhar de sua filha Heloísa conseguiu lhe dar forças para entrar em campo diante do Chã Grande.
O América alinhou Anderson; Arley, Givaldo, Carioca e Edmilson; Jaécio, Alemão, Algodão e Zé Carlos; Müller e Cláudio. O Chã Grande/Decisão veio com Jeady; Jamerson, Marivaldo, Sandro Miguel e Alexandre; Marcos Mendes, Marquinhos, Diego e Renato; Careca e Eduardinho.
Apesar de confiante em seu time, o técnico Paulo Júnior do América sabia que a missão era quase impossível. O alviverde não dependia apenas dele – era necessário ficar de olho no saldo de gols do Timbaúba em Pesqueira, diante dos donos da casa. Talvez, por isso mesmo, o começo da partida foi terrível. Renato e Marquinhos desperdiçaram a chance de inaugurar o marcador cara a cara com o goleiro Anderson.

A bobeira dos atacante de Chã Grande custou caro. O arqueiro Jeday sai em falso e Müller, dando uma de Zé Tasso, aproveita para fazer América 1 a 0. A alegria durou até o final do primeiro tempo quando Careca empatou a peleja. A desilusão atingiu em cheio os jogadores do clube da Estrada do Arraial, principalmente depois da noticia de que o Timbaúba vencia por 2 a 0 ao Pesqueira.
Mas o América não é o Campeão do Centenário a troco de nada. O segundo tempo foi épico. Timbaúba e Pesqueira foram marcando gol em cima de gol, até o placar chegar a 3 a 2 para o Timbaúba. Com isso, o América tinha esperança, caso metesse uma goleada. Faltavam quinze minutos regulamentares. Foi quando Müller desempatou em passe de Cláudio. Logo depois, Mousinho estufa o barbante e estabelece 3 a 1 no marcador.
Um gol separava o América do sonho de retornar a elite do futebol pernambucano.
A bola, caprichosa senhora de mil destinos, caiu nos pés de Müller. O garoto driblou o primeiro adversário, com uma finta de corpo levou o segundo zagueiro de passagem. O chute saiu forte, no ângulo de Jeday, como um petardo de Bermudes. Gol de craque.
O árbitro Nielson Nogueira apita o final da partida. O América vencia por 4 a 1 e voltava ao seu lugar de direito. O presidente João Antonio Moreira saiu correndo feito criança no gramado do estádio Ewerton Barbosa. Não sabia se gritava, chorava ou sorria.
Em algum lugar do passado, o Coronel Seixas e Rubem Moreira comemoravam...
O árbitro Nielson Nogueira apita o final da partida. O América vencia por 4 a 1 e voltava ao seu lugar de direito. O presidente João Antonio Moreira saiu correndo feito criança no gramado do estádio Ewerton Barbosa. Não sabia se gritava, chorava ou sorria.
Em algum lugar do passado, o Coronel Seixas e Rubem Moreira comemoravam...
Caramba...
ResponderExcluirComo vibrei neste dia!
Não pude ir ao jogo, tampouco na festa organizada por Mirinda no mesmo dia em Olinda comemorando o acesso, mas acompanhei através da Radio Olinda e na Radio Jornal.... e que sufoco!!
Até parecia que o América havia sido campeão, pois o seu acesso heroico camuflou totalmente o título do Petrolina, que por sinal havia realizado uma campanha impecável, bem diferente do que o América, que vinha vencendo, mas não convencendo... com placares magros e discretos.
Espero que ano que vem o América possa realizar o mesmo feito para voltar a elite no ano do seu centenário, em 2014.