19 de nov. de 2012







O Golpe de 1964 estava nas ruas e nas bocas. O Palmeiras passa por Recife na véspera do movimento militar, dinamitando o Náutico por 4 a 0. Miguel Arraes fora convidado a entregar o cargo de governador, porém declinara da gentileza, preferindo a prisão. Pelópidas da Silveira dissera adeus a vida pública para entrar na história.

Enquanto os alvirrubros, pressentindo a perpetuação da Nova Ordem, ofereciam um baile aos oficiais das Forças Armadas nos salões de Rosa e Silva, o América comemorava seus cinquenta anos in an old fashioned way.

Um baile com direito a Ângela Maria e Orquestra de Ivanildo Lucena. No intervalo, bate-papo com a eterna Dercy Gonçalves. O América, quem diria, organizou o nosso grande baile da Ilha Fiscal.

Enquanto Recife se tornava palco de baile e cassações, o América treinado por Dequinha – antigo ídolo da Estrada do Arraial e do Flamengo do Rio – excursionava pelo norte do país. Após início claudicante no Pará, sendo inclusive goleado por 5 a 0 pelo Paissandu, o América se recupera exibindo ótimo futebol em Manaus. Na despedida, 2 a 1 sobre o Olímpico com direito a olé, gol de bicicleta de Fernando e aplauso do público. O América alinhou naquele jogo-despedida Lula; Cícero, Bria, Ney Andrade e Zé Vicente; Zé Maria e Eric; Fernando, Aylton, Babá e Luís Carlos.



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Um comentário:

  1. A sede do América-PE também trouxe pela primeira vez ao Recife o Rei Roberto Carlos... quando nem "Rei" era, no inicio da Jovem Guarda.

    É o que relata o saudoso Teófilo, eterno guardião da sede na Estrada do Arraial...

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Comentários