O
Golpe de 1964 estava nas ruas e nas bocas. O Palmeiras passa por
Recife na véspera do movimento militar, dinamitando o Náutico por 4
a 0. Miguel Arraes fora convidado a entregar o cargo de governador,
porém declinara da gentileza, preferindo a prisão. Pelópidas da
Silveira dissera adeus a vida pública para entrar na história.
Enquanto
os alvirrubros, pressentindo a perpetuação da Nova Ordem, ofereciam
um baile aos oficiais das Forças Armadas nos salões de Rosa e
Silva, o América comemorava seus cinquenta anos in an old
fashioned way.
Um
baile com direito a Ângela Maria e Orquestra de Ivanildo Lucena. No
intervalo, bate-papo com a eterna Dercy Gonçalves. O América, quem
diria, organizou o nosso grande baile da Ilha Fiscal.
Enquanto
Recife se tornava palco de baile e cassações, o América treinado
por Dequinha – antigo ídolo da Estrada do Arraial e do Flamengo do
Rio – excursionava pelo norte do país. Após início claudicante
no Pará, sendo inclusive goleado por 5 a 0 pelo Paissandu, o América
se recupera exibindo ótimo futebol em Manaus. Na despedida, 2 a 1
sobre o Olímpico com direito a olé, gol de bicicleta de Fernando e
aplauso do público. O América alinhou naquele jogo-despedida Lula;
Cícero, Bria, Ney Andrade e Zé Vicente; Zé Maria e Eric; Fernando,
Aylton, Babá e Luís Carlos.

A sede do América-PE também trouxe pela primeira vez ao Recife o Rei Roberto Carlos... quando nem "Rei" era, no inicio da Jovem Guarda.
ResponderExcluirÉ o que relata o saudoso Teófilo, eterno guardião da sede na Estrada do Arraial...