Em
1939, o futebol pernambucano apostava nos quadros infantis para
renovar suas equipes. Não havia a figura do capitalista travestido
de empresário. O Íbis trazia em suas fileiras o menino Bodinho,
futuro artilheiro do Internacional de Porto Alegre. O América não
deixava por menos, possuindo um time de crianças que sabia tudo de
bola.
No
arco, revezavam-se Dionísio Baptista e Djalma Rodrigues. Na direita,
Sidney Bianchi demonstrava uma calma quase incompatível com a idade.
Já Demerval Mendes, zagueiro esquerdo, ganhou o título de craque
revelação dado pela Folha da Manhã.
Também
não se pode esquecer a linha média com Zé Bezerra, Ivan e Firmo,
categoria precoce. No ataque brilhava João Alves, o Joãozinho,
terror dos goleiros de sua idade. Mas, o que nenhum cronista
conseguia prever, era que naquela equipe atuavam dois craques
espetaculares. O primeiro era Fernando Elihimas, apelidado de
'Bermudes' em miniatura. Elihimas que trazia uma bomba nos pés.
Elihimas que brilharia intensamente no futebol de Pernambuco.
O
outro era o garoto Hélio de Azevedo Mota. Os críticos achavam que
ele era muito pesado. Mas Hélio Mota marcou época no futebol
pernambucano, Vasco da Gama, Grêmio Portoalegrense e América-MG.
Genial atacante, Hélio Mota justificou plenamente a ideia de dar uma
chance aos garotos apaixonados pelo alviverde.
Apesar
de formarem um time espetacular, a concorrência era formidável. Em
1939, o time infantil do América disputou vinte e uma partidas,
ganhando treze delas. Porém, em cinco jogos os meninos conheceram o
sabor amargo da derrota, território de todo desportista que se
preza...

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