13 de nov. de 2012






Em 1939, o futebol pernambucano apostava nos quadros infantis para renovar suas equipes. Não havia a figura do capitalista travestido de empresário. O Íbis trazia em suas fileiras o menino Bodinho, futuro artilheiro do Internacional de Porto Alegre. O América não deixava por menos, possuindo um time de crianças que sabia tudo de bola.

No arco, revezavam-se Dionísio Baptista e Djalma Rodrigues. Na direita, Sidney Bianchi demonstrava uma calma quase incompatível com a idade. Já Demerval Mendes, zagueiro esquerdo, ganhou o título de craque revelação dado pela Folha da Manhã.

Também não se pode esquecer a linha média com Zé Bezerra, Ivan e Firmo, categoria precoce. No ataque brilhava João Alves, o Joãozinho, terror dos goleiros de sua idade. Mas, o que nenhum cronista conseguia prever, era que naquela equipe atuavam dois craques espetaculares. O primeiro era Fernando Elihimas, apelidado de 'Bermudes' em miniatura. Elihimas que trazia uma bomba nos pés. Elihimas que brilharia intensamente no futebol de Pernambuco.


O outro era o garoto Hélio de Azevedo Mota. Os críticos achavam que ele era muito pesado. Mas Hélio Mota marcou época no futebol pernambucano, Vasco da Gama, Grêmio Portoalegrense e América-MG. Genial atacante, Hélio Mota justificou plenamente a ideia de dar uma chance aos garotos apaixonados pelo alviverde.

Apesar de formarem um time espetacular, a concorrência era formidável. Em 1939, o time infantil do América disputou vinte e uma partidas, ganhando treze delas. Porém, em cinco jogos os meninos conheceram o sabor amargo da derrota, território de todo desportista que se preza...



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