![]() |
| TROFÉU DO CENTENÁRIO |
O
América era favorito ao título extraordinário de Campeão do
Centenário da Independência. Porém, o que era lógico foi se
desfazendo nas chuvas de julho, com jogos adiados e a derrota
inesperada diante do Torre – um gol solitário de Hermógenes em
tarde inspirada. Além de tudo, havia os oito minutos que ficaram
pendentes da estreia do alviverde no campeonato contra o Sport.
O
América marcara duas vezes com Araújo e Merinha. Os rubro negros
descontaram com Péricles, no entanto, a luz do dia disse adeus
quando faltavam oito minutos para se encerrar o tempo regulamentar. A
partida foi postergada diversas vezes até se transformar nos famosos
'oito minutos' do dia 25 de novembro de 1922.
Dias
antes daqueles famosos oito minutos, o América teve encontro de vida
ou morte contra o Flamengo. Caso vencesse, bastaria segurar o ímpeto
leonino da partida adiada. Já o empate colocaria o América com o
mesmo número de pontos dos rivais. Mas a derrota diante do Flamengo
seria fatal; o América entregaria de mão beijada o troféu mais
importante da história do campeonato pernambucano.
Muita
gente esperava simples amistoso, entretanto, o Flamengo que já
não almejava mais nada no certame, veio com sua melhor formação e
fome de bola. Com 4 minutos de jogo, Mirandinha dribla a defesa
alviverde e estufa o barbante de Nhozinho. Será que o Flamengo ia
dobrar o grêmio esmeraldino? Que nada! Aos 10 minutos, Rubens comete
pênalti ao tocar a mão na bola. O próprio Rubens ajeita por
superstição a bola na marca penal fazendo umas mandingas. Juju
finge que nem vê e empata a peleja. Os ponteiros do América fazem a
diferença e Juju num forte chute desempata. O América marca outras
duas vezes e aumenta o escore para 4 a 1. Tasso pelo América e Tota
pelo Flamengo perdem inúmeras chances de marcar. No final,
Mirandinha diminui: 4 a 2.
Faltavam
os oito minutos de América x Sport.
Faltava
sangue, suor e lágrimas...
Mas o troféu tinha destino marcado com o América.
Naquele extraordinário ano de 1922, o título de campeão do Centenário foi o sonho dos grandes clubes brasileiros, um sonho que transformaria em eternos os esquadrões que conseguissem a façanha de erguer o cetro máximo estadual.
Na Bahia, o campeão do Centenário foi o Botafogo. No Ceará, deu Ceará Sporting. Em São Paulo, a glória foi corintiana, no Maranhão deu Luso-Brasileiro, os gaúchos vibraram com o Grêmio e os paranaenses com o Britania.
Porém, fato inesquecível para os fãs de Belfort Duarte, 1922 foi um ano glorioso para os Américas em todo o Brasil.
Foram campeões estaduais e do Centenário o América-PE, o América mineiro, o América potiguar e o América carioca.

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários