Por ROBERTO VIEIRA
Foi o maior Santa Cruz x Fortaleza da história.
Há 52 anos.
Dois campeões estaduais.
Duas torcidas imensas.
Dois jogos de arrepiar.
O Bahia campeão brasileiro fazia sonhar os nordestinos.
E os tricolores pernambucanos e cearenses partiram para o duelo.
O Fortaleza tinha o formidável Bececê.
Bececê, o 'canhão 77' do Nordeste.
Páreo para o tirombaço pernambucano de Eliezer.
Mas Bececê chegou gripado ao Hotel Regina para o primeiro jogo.
O Santa Cruz trazia Nagel na zaga.
E o formidável Gildo no ataque ao lado de Hamilton.
O Fortaleza?
Estava desde 1958 invicto em prélios interestaduais.
Inclusive resistindo ao Santos de Pelé.
Pois é.
Primeiro jogo em Recife.
Lua abre o marcador para o Santa aos 43 da primeira fase.
Festa... e Agostinho toma um peru em chute de Bececê.
Bececê que entrou com 39 de febre em campo.
Múcio vai ao ataque e bota o Santa novamente em vantagem: 2x1.
Bececê arrisca de fora da área.
E Agostinho espalma pra dentro do gol.
Segundo glu glu da noite.
Pra completar?
Lua marca no finalzinho e o árbitro Antonio Viug anula.
Sabe-se lá porque.
O empate joga o Santa na jaula dos leões em Fortaleza.
Santa que abriu o marcador lá no Ceará.
Nilsinho 1x0.
Mas na segunda fase?
Em 10 minutos tudo mudou.
Bececê empatou de pênalti -
Múcio defendeu com as mãos a bola que ia para as redes.
Cabendo a Benedito virar o placar.
Recebendo passe de Charuto.
O Fortaleza ganhava o título simbólico de campeão do Norte-Nordeste.
E seguia para ser vice-campeão da taça Brasil 1960.
Parando apenas na Academia do Palestra Itália.
O Santa?
Mergulhava em nove anos sem títulos.
Gildo iria para o Palmeiras.
Nilsinho, Múcio, Agostinho, Lua se tornariam, páginas do passado.


Excelente matéria.
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