13 de out. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA


Foi o maior Santa Cruz x Fortaleza da história.

Há 52 anos.

Dois campeões estaduais.

Duas torcidas imensas.

Dois jogos de arrepiar.

O Bahia campeão brasileiro fazia sonhar os nordestinos.

E os tricolores pernambucanos e cearenses partiram para o duelo.

O Fortaleza tinha o formidável Bececê.

Bececê, o 'canhão 77' do Nordeste.

Páreo para o tirombaço pernambucano de Eliezer.

Mas Bececê chegou gripado ao Hotel Regina para o primeiro jogo.

O Santa Cruz trazia Nagel na zaga.

E o formidável Gildo no ataque ao lado de Hamilton.

O Fortaleza?

Estava desde 1958 invicto em prélios interestaduais.

Inclusive resistindo ao Santos de Pelé.

Pois é.

Primeiro jogo em Recife.

Lua abre o marcador para o Santa aos 43 da primeira fase.

Festa... e Agostinho toma um peru em chute de Bececê.

Bececê que entrou com 39 de febre em campo.

Múcio vai ao ataque e bota o Santa novamente em vantagem: 2x1.

Bececê arrisca de fora da área.

E Agostinho espalma pra dentro do gol.

Segundo glu glu da noite.

Pra completar?

Lua marca no finalzinho e o árbitro Antonio Viug anula.

Sabe-se lá porque.

O empate joga o Santa na jaula dos leões em Fortaleza.





Santa que abriu o marcador lá no Ceará.

Nilsinho 1x0.

Mas na segunda fase?

Em 10 minutos tudo mudou.

Bececê empatou de pênalti -

Múcio defendeu com as mãos a bola que ia para as redes.

Cabendo a Benedito virar o placar.

Recebendo passe de Charuto.

O Fortaleza ganhava o título simbólico de campeão do Norte-Nordeste.

E seguia para ser vice-campeão da taça Brasil 1960.

Parando apenas na Academia do Palestra Itália.

O Santa?

Mergulhava em nove anos sem títulos.

Gildo iria para o Palmeiras.

Nilsinho, Múcio, Agostinho, Lua se tornariam, páginas do passado.




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