Por ROBERTO VIEIRA
Todos sonharam ser Vinícius.
Drummond, Pena, Bandeira, Cabral.
Nenhum deles o foi.
Permaneceram Poetas.
Poetaços.
Poetões.
Talvez o único que lhe beijou a existência tenha sido Quintana.
Mas Quintana era Pampas.
Carecia da paixão e do luar.
Carecia do sofrimento de ser homem e se saber indefeso diante da mulher amada.
Curiosamente.
Vinícius fazia aniversário um dia depois de outro passarinho:
Garrincha.
Ambos bêbados inveterados.
Ambos conhecedores do universo feminino.
Ambos dribladores inconfessáveis da própria razão.
Poetinha?
Apenas um.
E Poetinha era o poeta que todos queriam ser...

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