19 de out. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA


Todos sonharam ser Vinícius.

Drummond, Pena, Bandeira, Cabral.

Nenhum deles o foi.

Permaneceram Poetas.

Poetaços.

Poetões.

Talvez o único que lhe beijou a existência tenha sido Quintana.

Mas Quintana era Pampas.

Carecia da paixão e do luar.

Carecia do sofrimento de ser homem e se saber indefeso diante da mulher amada.

Curiosamente.

Vinícius fazia aniversário um dia depois de outro passarinho:

Garrincha.

Ambos bêbados inveterados.

Ambos conhecedores do universo feminino.

Ambos dribladores inconfessáveis da própria razão.

Poetinha?

Apenas um.

E Poetinha era o poeta que todos queriam ser...


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