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| AMÉRICA, 1944 |
PREFÁCIO
O América Futebol Clube de Pernambuco é daqueles
times que encantam a todos. Podem até estranhar, mas afirmo e
reafirmo quantas vezes for necessário que o Mequinha tem a maior
torcida de Pernambuco. Digo isso porque mesmo aqueles que são
torcedores de outros times também comemoraram o retorno do América
à primeira divisão do Campeonato Pernambucano em 2011.
Com uma história gloriosa, infelizmente ficou
esquecido durante muito tempo dos cadernos esportivos e dos
comentários sobre futebol. Mas uma coisa é certa: perdurou dentro
do coração de muitos americanos, pois uma vez América, sempre
América. Não tem como esquecer.
Mesmo durante sua pior fase, quando nem mais
disputávamos o Campeonato Estadual, existiam aqueles que continuaram
vestindo a camisa pelo orgulho que ela representa. Não eram
torcedores avulsos, famílias inteiras se declaravam alviverdes. Amor
deixado de herança para as gerações posteriores. É aí que eu
entro nesta história.
Não foi por acaso que me tornei o presidente do
clube no biênio 2010/2011. Desde pequeno, as cores verde e branco
correm nas minhas veias. Eu e minha família, em especial, temos um
motivo ainda maior para torcer pelo Mequinha.
Mesmo com a morte precoce do nosso pai, o saudoso Zezé Moreira,
aprendemos a admirar a grandeza deste clube. Ao lado dos meus tios,
Rubem e João, conhecidos no mundo esportivo como os irmãos Moreira,
por suas militâncias no América, já crescemos fazendo parte da
história do clube.
Assim, nossa saga já estava traçada. E com muita
honra, eu e meus irmãos, em especial José Amaro e José Alexandre
Mirinda, assumimos esse legado de corpo e alma.
No início foi difícil. Tínhamos nas mãos um gigante adormecido.
Era até desconcertante quando víamos a cara dos sobrinhos mais
novos ao receberem uma camisa do América de presente, sem conhecer a
história daquele clube.
Percebi que as coisas mudaram quando vi meu neto e
dois sobrinhos comemorando na arquibancada o retorno do América à
elite do Campeonato Estadual. Aos 08, 11 e 12 anos de idade, eles
literalmente choravam de alegria. Ali, ficou claro que o América
nunca tinha perdido suas forças e, muito menos, a esperança de ser
o Glorioso da Estrada do Arraial como antes.
Sabemos que os caminhos desta nova estrada são
difíceis e sinuosos, mas não menos bonitos e prazerosos de
percorrer. Em 2014, o clube comemora o seu centenário e temos o
desafio pela frente de colocar o América novamente no mesmo patamar
dos três maiores clubes do Estado: Santa Cruz, Sport e Náutico.
Roberto Vieira foi muito feliz eu unir a história oficial do clube
aos seus bastidores, relatando passagens curiosas e quase esquecidas
no tempo. Neste livro, o leitor vai poder desfrutar de histórias
contadas até então apenas entre as rodas de amigos alviverdes.
Agora, as lembranças não vão mais se perder com o passar do tempo.
Elas estão escritas para toda a eternidade. A história de um clube,
que tem no seu maior patrimônio o amor pelas cores verde e branca de
seus torcedores.
O América não pode, nem vai, viver mais do passado. Agora começamos
a escrever o seu futuro. Pois a história deste clube não termina no
final deste livro.

À julgar pelo pensamento de José Nivaldo Jr (tricolor, publicitário e genial escritor), dos 3 grandes de Recife, um vai minguar e virar pó. Para ele,na atual e futura conjuntura do nosso futebol, uma capital do NE não comportaria 3 clubes grandes. Se assim for, o que será do América senão história ?
ResponderExcluirNa atual conjuntura do futebol brasileiro, no qual a Globo quer dividir o Brasil entre Corinthianos e Flamenguistas... acho que nem o trio de ferro sobrará futuramente.
ExcluirSutil, Mestre João... muito sutil.
ResponderExcluirExcelente iniciativa!
ExcluirO livro do América no Blog chega em boa hora.
ResponderExcluirVamos viajar no tempo e reviver parte da história do América.
Tem muita coisa deliciosa para recordar.
Valeu, Roberto.
Muito umportante registrar a historia roberto:, parabens ao America pernambucano.
ResponderExcluirParabens ao multi campeão Mecão!! Aí sim um time que merece respeito e não é como outros clubes por aí...
ResponderExcluirParabens ao multi campeão Mecão!! Aí sim um time que merece respeito e não é como outros clubes por aí...
ResponderExcluirTive o privilégio da leitura prévia do livro, a mim concedido pela generosidade do amigo Roberto. Pedaço inestimável da história do nosso futebol, registrada com precisão e poesia pela narrativa clara e fluente com a qual temos nos habituado a caminhar nos últimos tempos pelos territórios do passado, guiados pela genialidade de Roberto. A foto que ilustra o texto é, na opinião de quem teve a oportunidade de acompanhar o América de perto, o do melhor América que o recifense viu jogar, o América dos anos 40: Leça, Deusdedith e Lucas; Pedrinho, Capuco e Astrogildo; Zezinho, Julinho, Valdeque (melho com Djalma, o titular do comando do ataque), Edagr e Oséas.
ResponderExcluirjá li!!!vou acompanhar a saga do campeão do centenário!
ResponderExcluirMaravilha de notícia. Queremos a História do glorioso América em nossas mãos, para mostrarmos a todos a razão do orgulho de torcer pelo Verdão..
ResponderExcluirTodo apoio ao Roberto nessa empreitada e Salve o Campeão do Centenário !!