O
mundo respira um breve instante de paz ao final da Primeira Guerra
Mundial. Tudo bem que a guerra terminara por causa de uma gripe, mas
qualquer paz é melhor que a melhor das guerras. Enquanto o mundo
contabiliza seus mortos preparando novas trincheiras, o futebol
pernambucano realiza seu primeiro grande mergulho no profissionalismo.
O
América sentira o gosto suave de ser campeão. O Coronel Seixas nem
pensou duas vezes e contratou mais dois profissionais para sua
equipe: Fernando Peres, irmão do Peres de 1918, e Salerno.
Numa
campanha fulminante que só encontrou rival no Sport – outro clube
pernambucano que aderiu ao profissionalismo – o América pulverizou
os adversários.
O Peres levou de quatro, o Santa Cruz, de cinco, o
Varzeano, de seis.
Na última partida diante do Torre, no dia 23 de
novembro de 1919, o América brincou de gato e rato. Com vinte
minutos do primeiro tempo já estava 2 a 0 – dois gols de Peres I. Antes
do intervalo, o placar registrava 5 a 0 – mais dois tentos de Peres
I e um de Zé Tasso. A segunda etapa foi apenas bola de pé em pé
sem intenção de humilhar o adversário.
Como
os recursos contra contratações de profissionais pelo América e
pelo Sport inundaram a Liga, o clube do Coronel Seixas só foi
proclamado bicampeão de fato no dia 13 de dezembro de 1919.
E
o América deixava a pergunta no ar: quem seria capaz de deter Zé
Tasso e Cia.?
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| O TROFÉU DE 1919 |


Mestre Roberto, cadê a história do jogo que o América perdeu de 7 a 5 do Santa Cruz depois de estar vencendo de 5 a 1?
ResponderExcluirMestre, no capítulo dos clássicos...
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