31 de out. de 2012






O mundo respira um breve instante de paz ao final da Primeira Guerra Mundial. Tudo bem que a guerra terminara por causa de uma gripe, mas qualquer paz é melhor que a melhor das guerras. Enquanto o mundo contabiliza seus mortos preparando novas trincheiras, o futebol pernambucano realiza seu primeiro grande mergulho no profissionalismo.


O América sentira o gosto suave de ser campeão. O Coronel Seixas nem pensou duas vezes e contratou mais dois profissionais para sua equipe: Fernando Peres, irmão do Peres de 1918, e Salerno. 

Numa campanha fulminante que só encontrou rival no Sport – outro clube pernambucano que aderiu ao profissionalismo – o América pulverizou os adversários. 

O Peres levou de quatro, o Santa Cruz, de cinco, o Varzeano, de seis. 

Na última partida diante do Torre, no dia 23 de novembro de 1919, o América brincou de gato e rato. Com vinte minutos do primeiro tempo já estava 2 a 0 – dois gols de Peres I. Antes do intervalo, o placar registrava 5 a 0 – mais dois tentos de Peres I e um de Zé Tasso. A segunda etapa foi apenas bola de pé em pé sem intenção de humilhar o adversário.

Como os recursos contra contratações de profissionais pelo América e pelo Sport inundaram a Liga, o clube do Coronel Seixas só foi proclamado bicampeão de fato no dia 13 de dezembro de 1919.

E o América deixava a pergunta no ar: quem seria capaz de deter Zé Tasso e Cia.?

O TROFÉU DE 1919




2 comentários:

  1. Mestre Roberto, cadê a história do jogo que o América perdeu de 7 a 5 do Santa Cruz depois de estar vencendo de 5 a 1?

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Comentários