Por ROBERTO VIEIRA
Imaginem uma bandeira
imensa.
Começando no Chaco.
Estendendo-se até a
Patagônia.
Uma bandeira que
cobriria os Andes.
Os lagos.
O mundo.
Gardel e Evita.
Péron e Guevara.
Borges, Piazzola e
Labruna.
Uma bandeira de
vermelho, negro e blanco.
Do tamanho da imensa
paixão dos milionários.
Milionários que muitas
vezes são descamisados.
Bandeira digna da
Maquina.
Dos dribles de Moreno.
Do bigode de Nestor
Rossi.
Da fama de Pedernera e
Di Stefano.
Longa como a vida de
Carrizo.
Uma bandeira do tamanho
daquela Argentina que não mais existe.
Mas insiste em dançar
o tango.
Uma bandeira que faz a
gente ficar imaginando.
Que o futebol é
portenho.
Desde que o mundo é
mundo...


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