Por ROBERTO VIEIRA
Um dos grandes prazeres dos últimos tempos.
Prazer estético, literário e filosófico.
É verificar a mudança do conceito do treinador Waldemar Lemos.
Conceito perante grande parte da mídia esportiva local.
Waldemar não era técnico para Série A.
Waldemar era preguiçoso.
Waldemar e sua fala mansa e depressiva.
Waldemar que só classicara o Náutico ano passado.
Por ser a Série B mais fraca de todos os tempos.
Pois é.
Mas o discurso mudou.
E quem gosta do estilo Waldemar fica feliz.
Feliz pelo reconhecimento de um profissional sério.
Amigo dos jogadores.
Um cara que faz milagre com pães e peixes escassos do nosso futebol.
Claro!
A lua de mel vai se acabar um dia.
As pedras irão retornar.
A mão que afaga é a mesma que apedreja no tempo futuro.
Mas por enquanto.
Ler o respeito pelas cambalhotas de Waldemar.
É mastercard.
Faz a gente refletir intimamente.
Sobre como são as cambalhotas dessa nossa vida.

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