3 de set. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA      


Um dos grandes prazeres dos últimos tempos.

Prazer estético, literário e filosófico.

É verificar a mudança do conceito do treinador Waldemar Lemos.

Conceito perante grande parte da mídia esportiva local.

Waldemar não era técnico para Série A.

Waldemar era preguiçoso.

Waldemar e sua fala mansa e depressiva.

Waldemar que só classicara o Náutico ano passado.

Por ser a Série B mais fraca de todos os tempos.

Pois é.

Mas o discurso mudou.

E quem gosta do estilo Waldemar fica feliz.

Feliz pelo reconhecimento de um profissional sério.

Amigo dos jogadores.

Um cara que faz milagre com pães e peixes escassos do nosso futebol.

Claro!

A lua de mel vai se acabar um dia.

As pedras irão retornar.

A mão que afaga é a mesma que apedreja no tempo futuro.

Mas por enquanto.

Ler o respeito pelas cambalhotas de Waldemar.

É mastercard.

Faz a gente refletir intimamente.

Sobre como são as cambalhotas dessa nossa vida.

Categories: ,

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários