12 de set. de 2012



Por ROBERTO VIEIRA



Não era analfabeto.

Mas foi pobre.

Não fez da falta de cultura um mote.

Mas um desafio.

Excelente aluno.

Médico dedicado.

Militar quem enfrentou a guerra civil.

Ele fez de Paris sua banca de estudos.

Um dia, foi ser político.

Queria mudar o Brasil rural em sua volta.

Completar a obra de Vargas pelo uso do voto e da palavra.

Ergueu uma estranha catedral no planalto central do Brasil.

Traiu os ideais republicanos abraçando a ditadura,

porém foi imediatamente por ela traído.

Virou vítima.

Peixe vivo fora da água fria.

Alvo do regime militar.

Amou sem poder assumir seu amor.

Câncer.

Impotência sexual.

Assassinado na estrada sem eira nem beira.

Os coturnos imaginaram silêncio.

Entretanto.

Uma multidão saiu para as ruas chorando seu nome.

Quarenta anos depois.

Dizem que não foi o maior presidente do Brasil.

Dizem.

Quem assistiu a multidão chorando nas ruas?

Se cala diante do novo assassinato da história...




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Um comentário:

  1. Mestre, perdoe-me comentar sobre outro assunto. No Blog do Wellington do Araújo há uma informação que teremos um 4º uniforme, verde água, que estréia em 30/09. Na minha opinião uma lástima!

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Comentários