20 de set. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA


Não teve riquezas exceto aquelas que levou consigo.

Silenciou um continente.

Mas não hasteou bandeiras com tal façanha.

Pelo contrário.

Continuou operário num bairro humilde de Montevidéu.

Nunca se humilhou aos donos do poder.

Falava deles com a repugnância dos grandes de alma.

Sua mão jamais angariou esmolas.

Mas aceitava um aperto de mão.

Capitão celeste.

Sua pele era escura como um híbrido de Gradim e Cea.

Bateu e apanhou.

Isso mesmo.

Apanhou dos mesmos brasileiros que esbofeteou metaforicamente em campo.

Nunca perdeu um jogo de Copa do Mundo.

Disputou sete.

Um chute seu de longa distancia salvou a pátria.

Bailava e jogava bocha.

Bebia e contava histórias.

Hoje completaria 95 anos de vida.

Mas já não está por estas bandas orientais.

Obdulio não era eterno.

Embora muita gente insista que sim...

Perdemos em 50.

Porque Varela era uruguaio.

Simples assim.

Tínhamos Zizinhos e Queixadas.

Eles tinham el negro jefe!



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