24 de set. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA


Quatro anos.

Durante quatro anos a seleção negou o Maracanã.

Jogou no Peru, na Bolívia.

Maracanã jamais.

Só que vieram as Eliminatórias.

O Brasil venceu Chile e Paraguai lá fora.

Favas contadas.

O Brasil regressou ao maior do mundo.

Justamente diante do Chile.

E foi aí que o feitiço pareceu eterno.

Imenso.

A multidão xingando o concreto armado:

'Maldito!'

'Infame!'

'Bastardo!'

O arqueiro chileno Livingstone estava inspirado.

Defendeu folhas secas de Didi.

Bombas de Rodrigues.

Saraivadas de Julinho.

Quando Livingstone falhava?

As traves do Maracanã explodiam as bolas para longe.

Uma, duas, três, quatro vezes as traves salvaram o Chile.

O ar pesado.

Coube ao jogador que abriu as portas do Maracanã em 1950.

Iniciar a jogada do exorcismo final.

Didi pegou a bola no meio campo.

Desvencilhou- se de Alvarez, driblou Robledo e Carrasco.

Entrando na área, empurrou a pelota para Baltasar.

E Baltasar com todo cuidado do mundo empurrou a bola para as redes.

Quatro anos depois de Gigghia.

Brasil 1x0 Chile.

Multidão delirando.

Feitiço colocado de joelhos.

Pois é.

Mas foi só.

Livingstone havia comprado o santo de Castilho.

E o santo de Castilho não era de brincadeira!


 Sergio Livingstone



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