2 de set. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Muricy Ramalho e o Clube Náutico Capibaribe.

Amor antigo.

Muita gente pensa que o amor começou em 2001.

Quando Muricy e o Timbu entraram em campo numa fogueira.

Fogueira chamada Ilha do Retiro.

Que nada!

O que pouca gente sabe.

É que 2001 não foi amor à primeira vista.

O Náutico já namorava o craque há vinte e cinco anos.

Desde os tempos do técnico Valdemar Carabina.

Carabina que era amigo da família do garoto Muricy.

Carabina que planejou a vinda de Muricy para o Náutico.

Mas viu seus sonhos desfeitos na miopia dos dirigentes.

Poupando dinheiro com craques.

Pra detonar em Vicente e Liminha - com todo respeito.

Muricy não veio.

Vieram os bondes em profusão.

E o Náutico foi vendo o tempo passar de 1976 a 1983 sem ganhar nada.

Vinte e cinco anos depois.

Desespero batendo na porta.

O Náutico foi atrás de Muricy novamente.

Muricy que dirigia a Portuguesa Santista.

Muricy que chegou, viu e venceu.

Com a bomba santa de Adilson.

Imaginar o Náutico dos anos 70 com Muricy e Didi Duarte.

Campos na frente fazendo miséria?

Dedeu de um lado e Marquinhos do outro?

Dirigentes contratando com talento e amor ao clube.

Não sei.

Tudo na vida tem seu tempo e seu lugar.

Mas conhecendo Muricy e o Náutico.

Acho que a história seria bem diferente dentro das quatro linhas...

O craque sempre resolve.

Quem dá problema é o transviário.

Além do mais.

Economia muitas vezes rima com porcaria.









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