Por ROBERTO VIEIRA
Muricy Ramalho e o Clube Náutico Capibaribe.
Amor antigo.
Muita gente pensa que o amor começou em 2001.
Quando Muricy e o Timbu entraram em campo numa fogueira.
Fogueira chamada Ilha do Retiro.
Que nada!
O que pouca gente sabe.
É que 2001 não foi amor à primeira vista.
O Náutico já namorava o craque há vinte e cinco anos.
Desde os tempos do técnico Valdemar Carabina.
Carabina que era amigo da família do garoto Muricy.
Carabina que planejou a vinda de Muricy para o Náutico.
Mas viu seus sonhos desfeitos na miopia dos dirigentes.
Poupando dinheiro com craques.
Pra detonar em Vicente e Liminha - com todo respeito.
Muricy não veio.
Vieram os bondes em profusão.
E o Náutico foi vendo o tempo passar de 1976 a 1983 sem ganhar nada.
Vinte e cinco anos depois.
Desespero batendo na porta.
O Náutico foi atrás de Muricy novamente.
Muricy que dirigia a Portuguesa Santista.
Muricy que chegou, viu e venceu.
Com a bomba santa de Adilson.
Imaginar o Náutico dos anos 70 com Muricy e Didi Duarte.
Campos na frente fazendo miséria?
Dedeu de um lado e Marquinhos do outro?
Dirigentes contratando com talento e amor ao clube.
Não sei.
Tudo na vida tem seu tempo e seu lugar.
Mas conhecendo Muricy e o Náutico.
Acho que a história seria bem diferente dentro das quatro linhas...
O craque sempre resolve.
Quem dá problema é o transviário.
Além do mais.
Economia muitas vezes rima com porcaria.


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