14 de set. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA


Tudo parecia perfeito naquele 16 de julho.

Zizinho seria consagrado o melhor do mundo.

O Bangu tinha Zizinho.

E Schiaffino viria jogar com Mestre Ziza em Moça Bonita por 300 contos.

Pecado.

O futebol tem dessas coisas mesquinhas.

A bola é mulher de indecifráveis desatinos.

O Brasil perdeu a Copa.

Zizinho ficou sozinho no Bangu.

Schiaffino acertou o ângulo de Barbosa.

Schiaffino foi como um Deus para a Itália.

Ele e Gigghia.

Mas o futebol também se arrepende.

A bola chorou sua insanidade pagã.

Primeiro Bangu x Flamengo após a Copa.

Botaram poucos ingressos à venda no maior do mundo.

O povo jamais voltaria a lotar aquele lugar mal assombrado.

E dirigente entende de povo?

Uma multidão arrombou as catracas do Maracanã.

'Queremos Zizinho! Queremos Zizinho!'

O pequeno Edson colado no rádio extasiado.

Zizinho se mostrou maior que o tempo e as derrotas.

Zizinho que foi negado nas seleções de 54 e 58.

Zizinho que prosseguiu imortal pelos campos deste mundo.

Ensinando futebol a Bela Guttman.

Destruindo o império corintiano.

Entregando o cetro a Didi.

Corrigindo o ventriloquismo de Gerson.

Em seu reinado infinito.

Zizinho foi o elo perdido entre o diamante e o Rei.

Entre o Brasil saco depancada e o Brasil campeão.

Zizinho que foi o ídolo de Três Corações...


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