Por ROBERTO VIEIRA
A CBD foi cruel.
Náutico vice-campeão brasileiro.
Libertadores.
Botaram o Náutico pra jogar uma dezena de jogos fora de casa.
Começando pelo Rio Grande.
Castigo pela destemor do Timbu em pleitear vaga no Robertão.
E lá se foi o Náutico estreando contra o Inter.
Lala vai buscar a bola no fundo das redes.
O Inter suando frio pra empatar a peleja.
Inter que atuava no Olímpico - Beira-Rio em construção.
No jogo seguinte, Porto Alegre botava as barbas de molho.
O time nordestino era raçudo.
O Náutico empata com o Grêmio em 0x0.
Pau a pau.
Grêmio que estreara metendo 3x0 na Portuguesa.
Claro.
A excursão cobrou seu preço.
Minas Gerais queria a revanche contra o Náutico e conseguiu.
O Timbu sucumbiu ao Robertão contra tudo e contra todos.
Mas apesar das vitórias gremistas nos anos vindouros.
O confronto nunca foi essa moleza que muitos apregoam.
Basta olhar o retrospecto de resultados duros, apertados, suados.
Saudade?
Óbvio.
Observando Lala pegando a bola nas redes coloradas.
Imaginando que 50% do futebol é psicológico.
Gostaria de ver o Náutico sempre com o destemor de Lala e JK.
JK que naquele dia de Grenau em 68.
Foi interrogado cruelmente por uma auditoria militar.
Auditoria que ansiava pelo fraquejar do ex-presidente.
Presidente que sempre afirmou em alto e bom tom.
Ter sido poupado do sentimento de medo...


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