13 de set. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA


A CBD foi cruel.

Náutico vice-campeão brasileiro.

Libertadores.

Botaram o Náutico pra jogar uma dezena de jogos fora de casa.

Começando pelo Rio Grande.

Castigo pela destemor do Timbu em pleitear vaga no Robertão.

E lá se foi o Náutico estreando contra o Inter.

Lala vai buscar a bola no fundo das redes.

O Inter suando frio pra empatar a peleja.

Inter que atuava no Olímpico - Beira-Rio em construção.

No jogo seguinte, Porto Alegre botava as barbas de molho.

O time nordestino era raçudo.

O Náutico empata com o Grêmio em 0x0.

Pau a pau.

Grêmio que estreara metendo 3x0 na Portuguesa.

Claro.

A excursão cobrou seu preço.

Minas Gerais queria a revanche contra o Náutico e conseguiu.

O Timbu sucumbiu ao Robertão contra tudo e contra todos.

Mas apesar das vitórias gremistas nos anos vindouros.

O confronto nunca foi essa moleza que muitos apregoam.

Basta olhar o retrospecto de resultados duros, apertados, suados.

Saudade?

Óbvio.

Observando Lala pegando a bola nas redes coloradas.

Imaginando que 50% do futebol é psicológico.

Gostaria de ver o Náutico sempre com o destemor de Lala e JK.

JK que naquele dia de Grenau em 68.

Foi interrogado cruelmente por uma auditoria militar.

Auditoria que ansiava pelo fraquejar do ex-presidente.

Presidente que sempre afirmou em alto e bom tom.

Ter sido poupado do sentimento de medo...





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