Morreu Gore Vidal.
E antes de mais nada vamos dizer a verdade.
Gore Vidal era um chato.
Pernóstico.
Mas Vidal também era um gênio escrevendo.
O que faz a gente perdoar tudo. Ou quase tudo.
Atacado por Reynaldo Azevedo na revista VEJA em 2007.
Reynaldo que acusou Vidal de estar 'gagá'.
Como se 'gagá' não fosse destino.
Vidal que estaria 'gagá' por atacar George Bush.
Pois é.
Vidal reescreveu a história americana de forma sublime.
Lincoln.
Burr.
Império.
Tudo trabalho de um intelectual das antigas.
Polêmico.
Excêntrico.
Coisa que o mundo decididamente já esqueceu.
Democrata.
Sexualmente condenado pela sociedade McCarthista.
Vidal não vai fazer falta no mundo atual.
Vidal fará falta apenas no ontem.
Esse território infinito do passado.
Passado que deixou de existir.
Mas que resiste.
Todas as vezes que um grande artista brinca de máquina do tempo...

Gore Vidal era um dos motivos para comprar com assiduiade e ler o que escrevia na Folha de São Paulo nos anos 80, tempo no qual morava no Recife. Li também Gore Vidal em livro. Apreciava seu estilo um tanto informal para um intelectual do seu nível. E seu vasto conhecimento do mundo e da vida contemporrânea dos americanos. Muito aprendi com ele, com a leitura do seus textos, o fato mais banal sempre tratado com elegância.
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