'O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.'
Nelson Rodrigues antecipou atletas olímpicos,
cientistas e intelectuais.
O sentimento de inferioridade transformando gigantes em pigmeus.
O atleta se sabotando.
Perdendo varas.
Flutuando no vento contrário.
Chutando na trave.
Encolhendo-se perante os suecos e dinamarqueses:
'Ele é tampa!'
Nelson porém, sorriu ao sentar pela primeira vez no Maracanã.
Ali estava o maior do mundo.
Ali estava a última fronteira do Novo Mundo.
Pena que o Maracanã foi encolhendo.
Encolhendo.
Encolhendo.
Até ficar do tamanho da grandeza política brasileira.
Um pequenino grão de areia...
O oposto do seu irmão Mário Filho.

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