3 de ago. de 2012



Por Movimento Transparência Alvirrubra - MTA



Diantede tantos tropeços nas quatro linhas, chegamos à conclusão de que nada mudou.Os erros do passado se repetem no presente. A falta de recursos como argumentode defesa, não se sustenta. Menos dinheiro requer mais critério nascontratações e isso não estamos observando há algum tempo. Vários atletas foramcontratados e apresentam uma relação custo/benefício muito baixa, culminandocom a dispensa imotivada, que onera sobremaneira as finanças do Clube.

Acontratação de jogadores experientes para um Campeonato seletivo como este,surte efeito até um determinado ponto, mas o seu custo é alto, e a capacidadede recuperação desses atletas é bem mais lenta, repercutindo em seusdesempenhos com a frequência dos jogos e pela organização tática da maioria dostécnicos brasileiros.

Erros acontecem, mas a sucessão deles nos leva a concluir que falta profissionalismo.É difícil imaginar que, em plena era digital e da informação como diferencialnos negócios, dirigentes possam cometer erros tão grosseiros que, temos certeza,não cometem nas suas relações empresariais e profissionais.

Onde andam os nossos jogadores das Divisões de Base? Por que não conseguimos revelarnovos talentos? Essas perguntas carecem de resposta, já que possuímos um CT nonível dos grandes centros e não conseguimos descobrir novos valores. Parecerepetitivo, mas os grandes clubes brasileiros investem maciçamente nas suas Divisõesde Base e conseguem apresentar um retorno positivo no investimento.

Mereced estaque o atual técnico. No nosso ponto de vista, sua contratação reflete aincapacidade administrativa do clube. O atual Presidente do Executivo, Paulo Wanderley, demitiu o técnico, em 2010, sem as devidas indenizações, o que gerouum passivo trabalhista, como tantos outros, frutos de nossa incapacidade deGestão. Qualquer empresa séria não contrataria esse profissional, tanto peloseu histórico de insucessos quanto pelo retrospecto negativo na relaçãotrabalhista com os clubes por onde passou.

Tornamo-nos céticos com a situação, reflexo de anos e anos de erros sem justificativas que vêmfragilizando o Clube sob o ponto vista financeiro, e que reflete negativamentena ampliação do seu quadro social. A falta de transparência e de uma auditoriasistemática, bem como os erros grosseiros e sem explicações, afeta acredibilidade daqueles que dirigem o Náutico.

Um caso a parte é o atual Presidente do Conselho Deliberativo, Berillo Júnior. Eleteve sua candidatura impugnada, por descumprir a Legislação Desportiva e o Estatutodo Clube, no que tange à prestação de suas contas administrativas de 2010 eteima em permanecer no cargo, mesmo que isso ponha em risco todo o processo de negociaçãodos Aflitos.

A gravidade do fato diante das decisõesjurídicas que ainda estão por vir, obrigou alguns conselheiros a pedirum posicionamento firme da Federação Pernambucana de Futebol. Em consulta àquelaentidade, fomos informados pelo secretárioJoão Caixero queo assunto se encontra em análise pelo Presidente doTJD-PE. Ainda sobre o tema,após a publicação intempestiva do balanço de 2010, em 28/04/2012, ou seja, comum ano de atraso, tomamos a iniciativa de pedir ao Conselho Fiscal que, antesda análise das contas, haja um posicionamento sobre o fato à luz da LegislaçãoDesportiva e do Estatuto do Clube.

Por fim, registre-se o fato de que, em breve, estaremos decidindo sobre anegociação dos Aflitos. Nesse sentido, em que fundamentos estarão centrados adecisão? Qual o histórico e a perspectiva que temosde gestão que fortaleça qualquer iniciativa, mesmo que positiva para o Clube? Em nossa percepção, nenhuma, por que os fundamentos são inconsistentes e, aos dirigentes, falta crediblidade.



Um comentário:

  1. É aquilo de SEMPRE, infleizmente. Pior, queira Deus estar errado, é ter quase a certeza de que qualquer campanhazinha "menos ruim", como, por exemplo, um novo acesso à 1a. Divisão no segundo semestre de 2013, fará com que novamente a grande maioria dos sócios votantes legitimem mais uma vez essas administratções falaciosas e frustrantes que temos tido.

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