27 de ago. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA        


Agosto de 1982.

O mundo fica perplexo.

A estranha doença que atinge homossexuais, haitianos e hemofílicos.

A 'Praga Gay'.

Também atinge heterossexuais.

A nova doença recebe o nome de AIDS.

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Parece uma piada de mau gosto.

Mas o mundo científico havia esquecido os bissexuais.

O governo americano nas mãos de Reagan.

Negara apoio financeiro para as pesquisas.

O mundo gay não interessava ao cowboy.

Porém... San Francisco tem fronteiras em todo o mundo.

Porém... também havia as transfusões.

Em dezembro, uma criança com dois anos de idade morre de AIDS.

Infectada por transfusões de sangue.

É difícil explicar o pânico da época.

É difícil explicar o quão pouco se sabia na época.

Os hospitais afirmam que vão falir se utilizarem material descartável.

Pois é.

Mas nunca faliram.

A AIDS modificou tudo e todos.

Dizimou artistas e plebeus.

Criou o sexo seguro.

Tirou do armário milhões de pessoas.

Sedimentou de uma vez por todas os descartáveis.

Reinventou os bancos de sangue.

Quadros de uveíte insuspeitados.

Trouxe lágrimas aos médicos que nada podiam fazer diante do sofrimento dos pacientes.

Reintroduziu as doenças sexualmente transmissíveis na ordem do dia.

As mulheres?

Descobriram a AIDS em janeiro de 1983.

E o Brasil?

Em junho de 1893, morre o estilista Markito.

Naquele mesmo ano.

É diagnosticado o primeiro caso em Pernambuco.

Teorias da conspiração.

Preconceito.

Desde a peste negra.

Uma doença não havia marcado de tal forma a humanidade.

Trinta anos depois.

O vírus parece estar sob controle.

Vírus que mudou a face da terra para sempre...


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