Por ROBERTO VIEIRA
Quase cem anos e asolidão.
A piscina na mansãoadormece tranquila.
Frio e silencio.
As lembranças dostempos de piscina permanecem.
Era tão simples.
Os amigos e as bolascruzando os sonhos de garoto.
Mas havia o poder.
O poder que nãoentende de piscinas e garotos.
Nenhumacorrespondência.
Por que será queninguém escreve aos coronéis?
Não parecia a cronicade uma morte anunciada.
O dinheiro era apenasum caminho para o poder.
Amadorismo?
O patriarca lembradessa palavra.
Um general em seulabirinto mencionara o amadorismo.
Mas o general estavaperdido.
Perdidos estavam todosque não compreendiam o poder.
O vento sopra lá fora.
Será que valeu a pena?
Tanto poder?
Tantos apertos de mãoe abraços subterrâneos.
O patriarca fica sério.
Uma estranha eincessante voz começa a responder que não...

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