18 de jul. de 2012



Por ROBERTO VIEIRA


Quase cem anos e asolidão.

A piscina na mansãoadormece tranquila.

Frio e silencio.

As lembranças dostempos de piscina permanecem.

Era tão simples.

Os amigos e as bolascruzando os sonhos de garoto.

Mas havia o poder.

O poder que nãoentende de piscinas e garotos.

Nenhumacorrespondência.

Por que será queninguém escreve aos coronéis?

Não parecia a cronicade uma morte anunciada.

O dinheiro era apenasum caminho para o poder.

Amadorismo?

O patriarca lembradessa palavra.

Um general em seulabirinto mencionara o amadorismo.

Mas o general estavaperdido.

Perdidos estavam todosque não compreendiam o poder.

O vento sopra lá fora.

Será que valeu a pena?

Tanto poder?

Tantos apertos de mãoe abraços subterrâneos.

O patriarca fica sério.

Uma estranha eincessante voz começa a responder que não...


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