24 de jul. de 2012








A matéria estava assim.

Pequena.

Encaixadinha num canto do jornal.

Mas as sobrancelhas eram indisfarçáveis.

Era Ele.

Monteiro Lobato, ou melhor,

José Bento.

O que seria eu sem Zé Bento?

Urupês.

Monteiro Lobato foi a luz da minha infância de apartamento.

A luz dos tempos de filho único.

A centelha sonhadora naquele tempo de tardes vazias.

Com ele aprendi a viajar.

Aprendi que existiam sítios e pica paus.

Qualquer 'obrigado' seria discreto.

A dívida é imensa.

E mesmo assim, tenho certeza.

Que apenas a certeza do carinho que aprendi a sentir pelos livros em seus livros.

Já o deixaria feliz...


Um comentário:

  1. Quando eu era moleque lia muito Monteiro Lobato... li (e tinha) a série do Sitio do Pica-pau Amarelo completa.

    Os livros? Foram doados.

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Comentários