A matéria estava assim.
Pequena.
Encaixadinha num canto do jornal.
Mas as sobrancelhas eram indisfarçáveis.
Era Ele.
Monteiro Lobato, ou melhor,
José Bento.
O que seria eu sem Zé Bento?
Urupês.
Monteiro Lobato foi a luz da minha infância de apartamento.
A luz dos tempos de filho único.
A centelha sonhadora naquele tempo de tardes vazias.
Com ele aprendi a viajar.
Aprendi que existiam sítios e pica paus.
Qualquer 'obrigado' seria discreto.
A dívida é imensa.
E mesmo assim, tenho certeza.
Que apenas a certeza do carinho que aprendi a sentir pelos livros em seus livros.
Já o deixaria feliz...
Quando eu era moleque lia muito Monteiro Lobato... li (e tinha) a série do Sitio do Pica-pau Amarelo completa.
ResponderExcluirOs livros? Foram doados.