Patativa era desses milagres do Nordeste.
Poeta sem estudo.
Cantador de voz minguante.
Poderia ter sido mais um retirante.
Mas preferiu ser Patativa.
Tudo o que muito poeta sonha escrever com métricas matemáticas.
Patativa fazia de soslaio.
Carregando os balaios da feira.
Ou fumando o cigarro de palha.
Podem ficar tranquilos os acadêmicos de chás e ternos!
Patativa não se torna imortal.
Patativa?
Já nasce eterno...

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