8 de jul. de 2012










Patativa era desses milagres do Nordeste.


Poeta sem estudo.


Cantador de voz minguante.


Poderia ter sido mais um retirante.


Mas preferiu ser Patativa.


Tudo o que muito poeta sonha escrever com métricas matemáticas.


Patativa fazia de soslaio.


Carregando os balaios da feira.


Ou fumando o cigarro de palha.


Podem ficar tranquilos os acadêmicos de chás e ternos!


Patativa não se torna imortal.


Patativa?


Já nasce eterno...


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