Por ROBERTO VIEIRA
Boniekestá triste.
Asua amada Polônia subtraída ante os coturnos soviéticos.
Solidariedade.
Aentrada no Estádio
Chopinlembra os tempos de menino.
Allegro.
ARússia invadiu as ruas de Varsóvia.
Noturno.
Avisão de Paris deserta é devastadora.
Dasaevdefende e Jaruzelski aplaude.
NoVaticano, Karol escuta a Polonaise Heróica.
Oitavas?
OuQuartas Diminutas?
Abola passa pelos pés de Lato.
Chegana saudade de Frederic.
Arpeggio.
Umabalada surge nos céus da Espanha.
Abola cruzada aos 46 minutos do segundo tempo.
Morrenas mãos de Mlynarczyk.
APolônia quer revanche.
Umcontra ataque mortal passa tirando tinta da trave russa.
Ojuiz encerra a peleja.
Karolestá na janela observando a Roma Antiga.
Aferida de bala.
“Devorezar?”
Antesda Copa do Mundo ele recebera o time polonês.
Bonieksolicitara que o Papa rezasse pela equipe.
Karolretrucara:
“Deusnão tem favoritos no futebol”
Masaqueles acordes no piano!
Asbolas cruzando a grande área polonesa.
Seos russos vencerem?
Atristeza de Varsóvia.
Asolidão de Chopin.
“Dejoelhos Woytila!”
Ostorturadores massacrando o corpo do Padre.
Chopinmorrendo entre lágrimas e sangue.
Karolprocura uma lembrança para não enlouquecer.
Chopin.
Ocorpo desmaiado na prisão.
Asmãos marcadas pela dor.
Copade 1982.
Oitentae duas notas no piano de Chopin.
Bonieksorri.
AURSS de joelhos.
Osecretario Stanislaw Dziwisz abre as portas dos aposentos papais:
“0x 0!”
Karolagradece aos céus em silêncio.
Suasmãos trêmulas se juntam em agradecimento.
Emalgum lugar do passado.
Chopinrepousa em paz...

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