Por ROBERTO VIEIRA
Passo do Sobrado em festa.
Festa discreta, tchê!
Festa de cidade pequena. Séria.
O Brasil vence a Inglaterra na Copa de 62.
O pequeno Luís está chegando.
Mais um Vencker apaixonado por futebol.
Seu Oscar abriu o sorriso.
O garoto ia chegar na seleção.
Primeiro presente, uma bola.
Os olhos do garoto se iluminam.
Mas a bola foge ao seu domínio.
Escapole.
Luisinho não pensa duas vezes.
Organiza os amigos em duas equipes.
Distribui as camisas.
Coisa de filho do presidente.
Ante as ironias dos gaúchos descrentes.
Luisinho dá uma no cravo dentro de campo.
E outra na ferradura como técnico dentro de campo também.
'Se Gerson pode...'
Seu Oscar continua acreditando.
Mas o restante da família não aposta um cruzado novo.
Até que vem o histórico encontro.
Entre o Rosário de Passo do Sobrado e o Fluminense de Mato Leitão.
Quatro atletas do Rosário expulsos.
Luisinho vai pro gol.
E num contra ataque... o Rosário desempata o jogo: 1x0.
Jogo que fica conhecido como a Batalha de Mato Leitão.
O resto?
É história.
Depois dessa batalha,
o nome de Luis Vencker ultrapassa as fronteiras do Rio Grande.
Luisinho virou Mano.
O Grêmio contratou o piá.
O Timão foi busca-lo sem medir esforços.
E a seleção decidiu que Mano iria trazer a nossa primeira medalha de ouro.
Alguém duvida?
Quem assistiu a Batalha de Mato Leitão já prepara o chimarrão.
Dessa vez?
Não tem Messi não...

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