Por ROBERTO VIEIRA
O futebol tem dessas coisas.
De vez em quando manda um recado aos meros mortais.
A Eurocopa 2012 já tem sua imagem histórica.
Imagem impressionante.
Capaz de virar Mussolini no túmulo.
A seleção italiana.
Bicampeã mundial sob o fascio.
Itália que cultivou campos de concentração.
Itália que perseguiu judeus, ciganos e intelectuais.
A Itália visita Auschwitz.
O mais terrível campo de extermínio da história.
Campo que semeou as trevas em solo polonês.
Pirlo bota as mãos no bolso.
Balotelli imagina que também estaria ali.
Buffon depositou uma coroa de flores.
Flores verdes, brancas e vermelhas no paredão de fuzilamento.
Os jogadores choraram ao ouvir relatos do sofrimento.
Das crianças, velhos, pais e mães.
Indefesos.
A visita da Itália em Auschwitz não apaga os horrores do fascismo.
Mas serve de memória viva de um tempo.
Envia um recado às novas gerações.
Para muitos torcedores que desconhecem o passado sombrio da humanidade.
Embandeirados em símbolos neonazistas e neofascistas.
Recado de um tempo.
Em que campos de futebol conviviam lado a lado.
Com os campos da mais abominável miséria humana...


Muito simbólica e representativa esta visita. Seria o equivalente a minha visita à casa de minha ex-sogra.
ResponderExcluirÀ guisa... gostei mais deste texto na no Juca.
Para as novas gerações, cada vez fica mais distante e "surreal" tudo o que aconteceu alí, há tão pouco tempo atrás, historicamente falando. Lamentável que tenhamos gente que chega até a duvidar da tragédia que assolou o mundo entre 1930/1945. Incluo o período pré-guerra porque também tivemos "o nefasto ensaio" do que viria a ser uma hecatombe sem proporções na história mundial. A ditadura na Alemanha, a Guerra Civil Espanhola, e as matanças na U.R.S.S. antes mesmo da II Guerra podem ser inseridas no todo
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