Por ROBERTO VIEIRA
A Copa de 1978 foi ganha no campo e fora do campo.
A Argentina tinha uma equipe forte.
Passou por adversários terríveis.
Hungria, França de Platini e Polônia de Deyna.
Mas tropeçou na Itália e teve medo do Brasil.
O que salvou a Argentina foi o jogo contra o Peru.
E aqui não vou comentar sobre a palhaçada peruana.
Pois o Peru já tinha armado o circo na derrota diante do Brasil.
Só que o Brasil ficou satisfeito com 3-0.
A partida final diante da Holanda.
Foi a maior carnificina de todas as Copas.
A Argentina batia.
A Holanda revidava na mesma moeda.
Perante oitenta mil espantados portenhos.
A cabeça do General Videla?
Não rolou por um detalhe.
A bola bateu na trave no minuto final.
Por isso.
As lágrimas no General na Tribuna de Honra do Monumental.
Ao entregar a taça ao capitão Passarela.
Lá fora do estádio?
Outras lágrimas.
Das mães de maio, junho, julho, setembro.
Cruiyff não estava presente.
Foi o único semideus dos estádios de futebol.
A ter coragem de renegar uma Copa fascista.
Que o extraordinário futebol argentino.
Tenha necessitado de um evento como esse para ser campeão mundial.
É prova maior do caos no país vizinho.
Que muitas vezes dança um tango.
Ao invés de simplesmente jogar bola...

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários