George Orwell está doente.
A morte avisa de sua chegada.
Tanto faz.
Mas antes de beijar a morte é preciso terminar o livro.
Richard olha para o pai.
Eillen morreu, Orwell.
Deixando pai e filho adotivo solitários no mundo do pós guerra.
Um mundo de traições e Big Brothers.
Cadê a grana, Orwell?
Em 1945, precisando sustentar o filho.
Orwell faz a revisão de quinze livros e escreve mais de cem mil palavras por alguns trocados.
Ritmo apenas comparável a Balzac, Dickens e Verne.
Orwell consegue o empréstimo de uma casa em Jura.
Ilha remota na Escócia.
Lá, Orwell e seu filho atravessarão a aridez insuportável do novo livro.
Orwell cada vez mais esquálido, doente, sinuoso.
O texto e um impacto (i)mortal na doutrina comunista.
Uma pá de cal nos regimes totalitários.
O aviso cruel e verdadeiro sobre a insanidade que Orwell conheceu de perto.
Lutando ao lado de anarquistas e bolcheviques na Guerra Civil Espanhola.
1984 é lançado no dia 8 de junho de 1949.
Churchill, um dos maiores escritores da língua inglesa exulta:
'Li duas vezes!'
Seis meses depois.
Orwell está morto...

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