8 de jun. de 2012







George Orwell está doente.

A morte avisa de sua chegada.

Tanto faz.

Mas antes de beijar a morte é preciso terminar o livro.

Richard olha para o pai.

Eillen morreu, Orwell.

Deixando pai e filho adotivo solitários no mundo do pós guerra.

Um mundo de traições e Big Brothers.

Cadê a grana, Orwell?

Em 1945, precisando sustentar o filho.

Orwell faz a revisão de quinze livros e escreve mais de cem mil palavras por alguns trocados.

Ritmo apenas comparável a Balzac, Dickens e Verne.

Orwell consegue o empréstimo de uma casa em Jura.

Ilha remota na Escócia.

Lá, Orwell e seu filho atravessarão a aridez insuportável do novo livro.

Orwell cada vez mais esquálido, doente, sinuoso.

O texto e um impacto (i)mortal na doutrina comunista.

Uma pá de cal nos regimes totalitários.

O aviso cruel e verdadeiro sobre a insanidade que Orwell conheceu de perto.

Lutando ao lado de anarquistas e bolcheviques na Guerra Civil Espanhola.

1984 é lançado no dia 8 de junho de 1949.

Churchill, um dos maiores escritores da língua inglesa exulta:

'Li duas vezes!'

Seis meses depois.

Orwell está morto...


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