Por ROBERTO VIEIRA
A Jules Rimet era italiana.
Desde 1934.
A posse definitiva do troféu?
Seria do primeiro tricampeão.
A Copa de 1950 seria no Brasil.
São Paulo, a sede da squadra azzurra.
São Paulo tão italiana quanto Turim.
A seleção italiana apesar da guerra.
Apesar da devastação fascista e comunista.
A seleção era poderosa.
Graças ao fantástico conjunto do Torino.
Torino de Bacigalupo e Mazzola.
Torino que cedia os onze jogadores para a Nazionale.
Em 1948, pra checar o ambiente,
o Torino visitou o Brasil.
Levou multidões aos estádios paulistas.
Plantou a semente do Tri.
Mas, a história é perversa.
Um ano depois veio a Tragédia de Superga.
E o Torino desapareceu no desastre de avião que mudou o destino da bola.
A Itália veio ao Brasil.
De barco.
Foi desclassificada pela Suécia.
Mergulhou na escuridão do catenaccio.
Brasil e Uruguai?
Saíram contando vantagem.
Mas a Jules Rimet?
Essa era italiana.
Sempre foi...

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