11 de jan. de 2009






O homem é um facínora por natureza.

Um predador.

Até pouco tempo atrás, o homem era um canibal.

Seus olhos brilhavam com a visão do apocalipse.

Aliás, prova maior ocorre na Faixa de Gaza.

No Borel.

Ou nos pegas da high society.

Dito isso, surpreende a volta do álcool aos estádios.

Se bem que ele nunca foi erradicado nas tribunas do nosso futebol.

Circulava, clandestino e impune, entre nossos privilegiados desportistas.

Sob o olhar amaurótico de nossas autoridades.

"Cerveja não pode, uísque doze anos pode!"

A AmBev fechou acordo com a Federação Pernambucana de Futebol:

A bebida volta ao universo da bola.

Longe de mim ser xiita.

Também curto uma cerveja.

(Longe dos meus filhos, no universo dos amigos)

Mas existe o facínora em cada um de nós.

Existe a violência contida na embriaguez.

Existem as crianças frequentando nosso campos.

A polícia já não dá conta dos torcedores sóbrios.

Quanto mais da massa embriagada.

Nos últimos tempos, muitas tragédias foram contidas pelo arremedo de Lei Seca de chuteiras.

Não tenham dúvidas.

Embora, com o dinheiro da AmBev no bolso, muita gente proclame que seriam inevitáveis.

Sei que o assunto parece careta.

Sei que beber faz parte da cultura esportiva (sic).

Sei que a maioria dos cidadãos é de bem.

Mas existe o facínora em cada um de nós.

Existe o Sr. Hyde.

Quem vai se responsabilizar na primeira morte?

A FPF?

A AmBev?

Ou, como sempre, dirão que foi um gol contra do destino?




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