15 de jan. de 2009



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Todos sabem o perigo de um contra ataque.

Ele chega quando nos julgamos reis.

Por cima da carne seca.

Imortais.

A entrada de Kuki no lugar de Lessa parecia seis por meia dúzia.

Mas havia o veneno.

O Serrano se fez ave de rapina.

Não fosse ele o carcará.

Serrano que devora timbu desde seu gênesis.

O Náutico se defendia, desesperado, diziam os ingênuos comentaristas.

Os mais velhos observavam atentos.

Um lutador contra as cordas.

Ali vs. Foreman.

De repente, o swing.

A bola chega aos pés de Kuki.

Kuki clarividente nem olha a pelota.

Olha a eternidade.

Seus pés imaginam o inimaginável.

E a bola sai de Kuki para velocidade de Gilmar.

Gilmar na esquerda?

O carcará nem percebe o jab.

Mal tem tempo de desviar do hook no fígado.

Gilmar domina e no momento seguinte dribla.

Preparando o direto no queixo.

Quando é agarrado em um clinche, judoca, pelo arqueiro Maykon.

Pênalti.

Mais pênalti, impossível.

O juiz estava na linha da jogada.

Ele e Kuki, que passava a 300 Km/hora.

Os jogadores do Serrano reclamam, grogues.

A contagem do árbitro chega até 10!

A bola morre nas redes, imortal.

Venenosa.

Pra quem não sabe, aprenda.

Futebol é feito de ataque.

Defesa.

Contra ataque.

E nocaute!

Ali vs. Foreman, 1974

Pra quem imagina que boxe é apenas violência, e muitas vezes é mesmo, vejam algumas lutas de Mohammad Ali. Leiam Norman Mailer.



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