Todos sabem o perigo de um contra ataque.
Ele chega quando nos julgamos reis.
Por cima da carne seca.
Imortais.
A entrada de Kuki no lugar de Lessa parecia seis por meia dúzia.
Mas havia o veneno.
O Serrano se fez ave de rapina.
Não fosse ele o carcará.
Serrano que devora timbu desde seu gênesis.
O Náutico se defendia, desesperado, diziam os ingênuos comentaristas.
Os mais velhos observavam atentos.
Um lutador contra as cordas.
Ali vs. Foreman.
De repente, o swing.
A bola chega aos pés de Kuki.
Kuki clarividente nem olha a pelota.
Olha a eternidade.
Seus pés imaginam o inimaginável.
E a bola sai de Kuki para velocidade de Gilmar.
Gilmar na esquerda?
O carcará nem percebe o jab.
Mal tem tempo de desviar do hook no fígado.
Gilmar domina e no momento seguinte dribla.
Preparando o direto no queixo.
Quando é agarrado em um clinche, judoca, pelo arqueiro Maykon.
Pênalti.
Mais pênalti, impossível.
O juiz estava na linha da jogada.
Ele e Kuki, que passava a 300 Km/hora.
Os jogadores do Serrano reclamam, grogues.
A contagem do árbitro chega até 10!
A bola morre nas redes, imortal.
Venenosa.
Pra quem não sabe, aprenda.
Futebol é feito de ataque.
Defesa.
Contra ataque.
E nocaute!
Ali vs. Foreman, 1974
Pra quem imagina que boxe é apenas violência, e muitas vezes é mesmo, vejam algumas lutas de Mohammad Ali. Leiam Norman Mailer.

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