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19 de jan. de 2009

O CLÁSSICO DA CIVILIZAÇÃO




Semana passada, escrevi que o homem é um facínora.

Um conhecido disse que NÃO:

"O homem é bom por natureza!"

Quem sou eu pra achar todo mundo facínora.

Eu nunca disse isso.

Quem disse foi um tal de Sigmund Freud.

Em um livro admirável, escrito há 80 anos.

Pois é.

Em 1929.

Embora só fosse publicado um ano depois.

Não tinha gráfica rápida na Alemanha de Bismarck.

O livro tem o nome impronunciável 'Das Unbehagen in der Kultur'.

A não ser para Portela, poliglota incorrigível. 

Trata o livro do indivíduo que deseja naturalmente a liberdade.

Os instintos básicos.

Trata da sociedade que, através das leis, proíbe.

O que deixa o sujeito em perpétua infelicidade.

A violência está em todos nós, cavalheiros.

Todos somos facínoras.

As leis controlam a humanidade.

Quando punem o cidadão.

Quando não punem, voltamos às cavernas.

A civilização inibe o aniquilamento primordial.

A Alemanha de Freud caminhava para o caos das SS.

Como desejando provar a tese do homem que sabia demais.

O indivíduo é um facínora.

Não fui eu quem falou.

Foi a civilização.

Esta senhora que anda em falta no nosso mundo.

Pois, como argumentaria o alvirrubro Freud:

"A civilização teve início no instante em que um homem irado tomou da palavra no lugar das pedras..."

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