15 de jan. de 2009




Por ROBERTO VIEIRA


Meninos eu vi.

O dia em que a poesia transformou-se em drible.

O dia em que o verbo transformou-se em latifúndio.

Pelas mãos de um menino daquele Acre distante.

Um Acre que só existe no horizonte dos livros de história.

Onde fica Xapuri?

Lá nasceu um Cavaleiro da Bola Redonda:

Sir Armando Nogueira.

A primeira vez que li um texto de Sir Armando, foi um prefácio.

Prefácio ao livro verde do Carrossel Laranja de Cruyff.

O futebol do passado.

Armando que amou a Holanda com a mesma devoção que amou a Hungria.

Ambas derrotadas pela mesma Alemanha metódica.

Ambos times do sonho.

Contra a vida como ela é da ironia Rodrigueana, a Excalibur do mestre Armando.

Ambos cronistas de sonho.

Hoje é aniversário de Sir Armando Nogueira.

Sir Armando disperso na memória dos seus fãs e admiradores.

Meninos de Xapuri todos.

Meninos que nessa vida acreditam que o gol revela o caráter de um homem.

Que as quatro linhas de um gramado são caderno e partitura da vida.

Da vida como ela deveria ser.

Por tantos momentos de sonho.

Por ensinar que o futebol é reduto da arte.

Muito obrigado, Seu Armando.



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