Por ROBERTO VIEIRA
Meninos eu vi.
O dia em que a poesia transformou-se em drible.
O dia em que o verbo transformou-se em latifúndio.
Pelas mãos de um menino daquele Acre distante.
Um Acre que só existe no horizonte dos livros de história.
Onde fica Xapuri?
Lá nasceu um Cavaleiro da Bola Redonda:
Sir Armando Nogueira.
A primeira vez que li um texto de Sir Armando, foi um prefácio.
Prefácio ao livro verde do Carrossel Laranja de Cruyff.
O futebol do passado.
Armando que amou a Holanda com a mesma devoção que amou a Hungria.
Ambas derrotadas pela mesma Alemanha metódica.
Ambos times do sonho.
Contra a vida como ela é da ironia Rodrigueana, a Excalibur do mestre Armando.
Ambos cronistas de sonho.
Hoje é aniversário de Sir Armando Nogueira.
Sir Armando disperso na memória dos seus fãs e admiradores.
Meninos de Xapuri todos.
Meninos que nessa vida acreditam que o gol revela o caráter de um homem.
Que as quatro linhas de um gramado são caderno e partitura da vida.
Da vida como ela deveria ser.
Por tantos momentos de sonho.
Por ensinar que o futebol é reduto da arte.
Muito obrigado, Seu Armando.

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