
Por ROBERTO VIEIRA
Janeiro definitivamente não gosta de ponteiros direitos.
Ponteiros direitos que mudaram a história do Brasil.
No dia 10 de janeiro de 2003, partiu Julinho Botelho.
E hoje, Friaça disse adeus.
Friaça que esteve a um passo da glória.
Logo ele.
Ele que nem deveria estar em campo.
A ponta direita era o território de Tesourinha.
Pois é.
Tesourinha se machucou.
Mas, se a história deu com um pé, tirou com o outro.
O inesperado Albino Friaça Cardoso, marcou o gol solitário do Brasil contra o Uruguai em 50.
Durante 35 minutos, Friaça foi o herói daquele 16 de julho.
Mesmo com o gol de Schiaffino.
Porém, aquela estranha tarde de domingo, pertenceria a outro ponta direita:
Gigghia.
Os orientais viraram o jogo e levaram a Jules Rimet pra casa.
Friaça já não era mais do Expresso da Vitória.
Tinha partido para o São Paulo.
Depois, ficou brincando com as diagonais gêmeas do Vasco e da Ponte Preta.
Até se aposentar pelo Guarani.
Muitos imaginam que perder uma final de Copa do Mundo seja a maior tragédia da vida de um homem.
Engano.
Triste engano de quem só enxerga as quatro linhas do gramado.
O Maracanazo de Friaça ocorreu quarenta anos depois.
Ao perder um filho em acidente com asa delta.
Adeus, grande Friaça!
Lembranças a Julinho, Garrincha, Tesourinha, Pedro Amorim...
E o nosso muito obrigado por tudo!

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários