15 de jan. de 2009





Mensagem encontrada em uma arquibancada qualquer desse mundo...


Por ROBERTO VIEIRA

Eu tive um sonho.

Que em todos os estádios do mundo, os torcedores se dessem as mãos, como irmãos.

Que de hoje em diante, o futebol e todos os esportes, fossem inspiração para a paz e para a compreensão entre os homens.

Eu tive um sonho.

Que em todos os estádios do mundo, o racismo e a discriminação pelo credo, cor e origem não se tornassem barreira para a fraternidade entre os atletas e os aficcionados.

Eu tive um sonho.

Que nenhuma pessoa fosse morta numa guerra entre torcidas.

Que tragédias, como a da Fonte Nova, não ficassem impunes.

Que Heysel nunca mais se repetisse.

Que um homem respeitasse um outro homem nas arquibancadas.

Mesmo com uniformes diferentes.

Eu tive um sonho.

Que a corrupção não tornasse a atividade esportiva uma casa de apostas, uma cosa nostra.

Que a máfia do esporte desse lugar aos ideais de jogo limpo e honesto.

Que a propaganda não comprasse corações e mentes na mídia.

Eu tive um sonho.

Que o doping fosse estigmatizado pelos atletas.

Que eles compreendessem que, uma derrota honrosa, é mais bela que a mais consagradora das vitórias químicas.

Que o doping termina por destruir o criador e a criatura.

Eu tive um sonho.

Que as crianças pobres e carentes tivessem um lugar decente para morar.

Três refeições diárias.

E uma sala de aula digna do nome.

Que os torcedores lutassem pela educação, com a mesma garra com a qual defendem seus times.

Eu tive um sonho.

Que as crianças pudessem voltar aos campos de futebol sem medo de serem apedrejadas.

Vítimas dos adultos que monopolizaram os estádios.

Como se fossem os estádios seu parquinho de diversões.

Eu tive um sonho.

Que os sonhadores de todo o mundo não desistissem de continuar lutando por seus sonhos.

Pois um sonho é tudo o que somos nessa breve vida...



Homenagem ao Reverendo Martin Luther King, nascido há 80 anos...




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