11 de jan. de 2009





Os EUA são um Império.

O mundo acostumou-se com o Império, por diversas razões.

A melhor delas, a confiança nos preceitos da democracia e da liberdade.

A pior delas, os desenhos de Walt Disney.

Tolerou-se a vilania nas Filipinas e Porto Rico.

No Panamá e no Cone Sul.

Tudo em nome de preceitos muito caros à Thomas Jefferson e Abraham Lincoln.

Numa fantasia de uma noite de verão.

Como se a gente fosse a bela adormecida.

Entretanto, o homem não se cansa de dizer sandices.

Agora, o Presidente Bush defende métodos de tortura.

Isso extrapola os limites da democracia.

Extrapola os limites do direito.

A tortura não é aceitável sob nenhuma circinstância.

Nenhuma.

Podem consultar os papéis de Monticello.

Podem consultar a constituição americana.

Podem consultar qualquer mendigo civilizado.

O homem que tortura merece apenas a cadeia.

Sei que os tempos são difíceis.

A violência permeia a realidade urbana.

Mas como aceitar que a tortura é a solução para o 11 de setembro?

Quando tantas outras cidades foram submetidas a bombardeios e permaneceram contratuais.

Combatendo o terror com a lei e a liberdade.

O Presidente Bush representa o lado negro da América.

O lado bestial.

O Vietnã e o Napalm em cada americano.

Ele não é o sinônimo do povo que libertou-se do jugo britânico.

Ele é indigno do Mayflower.

George Bush, pai e filho, são apenas uma dupla fascista.

Uma dupla que abandona a história para entrar na amnésia coletiva.

Gastaram trilhões de dólares em guerras obsoletas.

Semearam o ódio fundamentalista.

Não souberam estender a mão.

Financiar a compreensão entre os povos.

São a ralé do pensamento humano fingindo-se de combatentes.

Não deveriam repousar a aposentadoria no Texas.

Guantánamo seria um lugar bem mais adequado.

Ou quem sabe, Abu Graib?

O mundo espera ansiosamente o dia 20 de janeiro.

Para enfim, desembushar...



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