Foi um jogo terrível.
O Vitória judiava da gente.
Foi o primeiro jogo do meu filho mais velho.
Criança de colo.
Dramático.
A torcida estava sofrida, em desespero.
Irlandesa.
Basca.
Nos jornais, Cúqui.
Continuavam insistindo na grafia.
Cúqui pedia calma.
O Vitória saiu na frente.
Pig aos 42' do primeiro tempo.
No segundo, uma surpresa.
Os jogadores do Náutico tinham técnica.
Tinham raça.
Banshees.
Com uma garra que não era vista há anos nos Aflitos, a virada.
Pelos pés de Kuki.
Aos 16' do segundo tempo Clayton chuta forte.
A bola resvala na zaga e chega aos pés do artilheiro: 1 x 1!
O tempo passa.
Wilson de Souza inverte faltas, complica o jogo.
Expulsa Fabiano do Náutico.
Mesmo assim, o Timbu pressiona com um jogador a menos.
Quando o jogo parece se encaminhar para o empate fatal, surpresa.
A torcida descobre.
Com Kuki ninguém pode ir pra casa mais cedo.
45' do segundo tempo.
Marcelo Passos enfia o pé.
O goleiro Tony do Vitória dá rebote.
E Kuki entra com chuteira e alma para dentro do gol com bola e tudo: 2 x 1!
Wilson de Souza não ficou satisfeito e... expulsou o baixinho.
O Náutico terminou com nove jogadores.
Iniciou a caminhada para o novo milênio de glórias.
E Kuki saiu dizendo cobras e lagartos do juiz da partida.
Hoje parece banal.
Mas naqueles tempos era de fazer chorar o mais sisudo dos alvirrubros.
Porém, o melhor mesmo, foi ver meu filho voltar pra casa gritando 'Kuki!'
Mastercard!
[IMAGEM]
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