5 de jan. de 2009




Um jogador de futebol não nasce feito.

Só torcedor cego e surdo pensa assim.

Jogador é obra de séculos.

Cristal.

1975.

Final do Paulistão.

Muricy Ramalho era um jovem craque entre gigantes.

Formava o meio campo tricolor com Chicão e Pedro Rocha.

Serginho Chulapa no ataque.

Bola que vem, Dicá da Portuguesa domina.

Dicá, cérebro e artista.

Muricy bate.

Dicá cai.

O juiz Boschilla expulsa.

Muricy chora.

Apesar de jogar com 10 jogadores, o São Paulo é campeão.

Nos pênaltis, pra variar, naqueles anos de Valdir Peres.

Muricy, ainda chorando, desce aos vestiários da Portuguesa.

Vai pedir desculpas a Dicá.

Quando chega lá é abraçado por Dicá.

Dicá que brinca com o menino.

Não foi nada.

Tudo fingimento.

Malícia de quem já tinha veneno pra dar e vender.

Se o São paulo perde o título?

Podem ter certeza que acabava ali a carreira de Muricy Ramalho.

Um garoto que passou anos sendo lapidado nas categorias de base do Morumbi.

Anderson Lessa e Tiaghinho vêm aí!

Calma torcida alvirrubra...

Muita calma e inteligência.

Artigos raros nas arquibancadas.

E calma, mais ainda, senhores dirigentes.

Pois quem comanda o barco tem de conhecer a tábua das marés...



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