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A estréia do timaço em janeiro de 1974
Por ROBERTO VIEIRA
Como foi dito ontem:
Carlinhos Bala é alvirrubro!
Bala que descobriu uma verdade histórica:
A Ilha do Retiro não tolera ídolos.
Da mesma forma como os rubro negros esqueceram Ademir Menezes.
Esqueceram Manga, Betancour, Dario, Givanildo e Sangaletti.
Não vai aqui uma crítica.
É apenas um modo de ver o futebol.
Os rubro negros nos apontarão os títulos.
Nós revidaremos com nosso imortais:
Bita, Nado, Baiano, Ivanildo, Ivan e Kuki.
Até Manuelzinho foi enxotado de lá.
Manuelzinho de impávida honestidade.
Acusado de vender uma partida.
Manuelzinho que encontrou guarida nos portões de Rosa e Silva.
Assim é o destino de Atenas e Esparta em nosso futebol.
Quanto a chegada de Bala nos Aflitos, estou tranquilo.
É um filme antigo.
Se Carlinhos vier em ponto de bala.
Se trouxer o grito de gol nas suas arrancadas.
Se jogar tudo o que sabe.
O torcedor esquece.
E fiel, agradece.
Pois o coração de um torcedor é coração de mãe.
Aplaude todas as artimanhas dos seus filhos.
Meus senhores, em resumo.
Tudo se resume à bola de Bala!
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