12 de dez. de 2008




Quando do falecimento do Mestre de Apipucos.

O grande alvirrubro Edgar Mattos escreveu breves e sábias palavras.

Gilberto Freire tem amores.

E tem desamores.

Em ambos os casos, permanece. Gênio!


Por EDGAR MATTOS

Quem libertou do preconceito nossas raízes, reconciliando-nos com nossos ancestrais?

Quem exaltou o "gênio da raça" fazendo-nos orgulhosos da brasileira condição?

Quem decifrou os mistérios, realçou as cores, promoveu sabores e desvendou encantos desta civilização morenamente tropical, à luz do sol plantada?

Quem afirmou nossa identidade cultural, asfixiada, disfarçada, e subjugada por tantos colonialismos e mil tabus?

Aprendam, pois, homens, mulheres e crianças uma nova resposta para a tradicional questão, síntese de todas as indagações: quem descobriu o Brasil?

Gilberto Freyre, sem dúvida.

Antes dele, sabíamo-nos País; com ele, conhecemo-nos Nação.

Gilberto Freyre nos ensinou a ser brasileiros.

Foi ele o "Mestre da Nacionalidade".


( in "NABUQUINHO", jornal interno da Fundaj, edição especial quando da morte de Gilberto Freyre )



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