Quando do falecimento do Mestre de Apipucos.
O grande alvirrubro Edgar Mattos escreveu breves e sábias palavras.
Gilberto Freire tem amores.
E tem desamores.
Em ambos os casos, permanece. Gênio!
Por EDGAR MATTOS
Quem libertou do preconceito nossas raízes, reconciliando-nos com nossos ancestrais?
Quem exaltou o "gênio da raça" fazendo-nos orgulhosos da brasileira condição?
Quem decifrou os mistérios, realçou as cores, promoveu sabores e desvendou encantos desta civilização morenamente tropical, à luz do sol plantada?
Quem afirmou nossa identidade cultural, asfixiada, disfarçada, e subjugada por tantos colonialismos e mil tabus?
Aprendam, pois, homens, mulheres e crianças uma nova resposta para a tradicional questão, síntese de todas as indagações: quem descobriu o Brasil?
Gilberto Freyre, sem dúvida.
Antes dele, sabíamo-nos País; com ele, conhecemo-nos Nação.
Gilberto Freyre nos ensinou a ser brasileiros.
Foi ele o "Mestre da Nacionalidade".
( in "NABUQUINHO", jornal interno da Fundaj, edição especial quando da morte de Gilberto Freyre )

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