Por ROBERTO VIEIRA
O Corinthians não teve Pelé.
Mas teve Mané.
E agora, ao que parece, terá Ronaldo.
Pelé não jogou no Timão.
Mas assombrou gerações de corintianos.
O Rei jogava?
O Corinthians não era campeão.
Mané Garrincha vestiu a camisa do Corinthians por dez vezes.
Porém, existem sérias dúvidas se chegou a jogar pelo clube.
Marcou dois gols antes da Copa de 66.
Conseguiu seu sonho:
Ser convocado para a seleção de Feola.
O resto é livro de história.
Depois da Copa, adeus.
Partiu após uma derrota para o... Santos de Pelé.
Agora chegou a vez de Ronaldo.
O maior artilheiro de todas as Copas.
Uma mistura de Pelé e Mané.
Na precocidade e no extra-campo.
Contusões e confusões em profusão.
Talvez, no Corinthians, Ronaldo seja um novo Mané.
Poucos jogos, poucos gols, uma convocação política, marketing virtual.
Quem sabe, no Corinthians, Ronaldo tenha instantes de Pelé.
Belos gols, repentes de gênio, marketing real.
Difícil alguma conclusão.
Apenas uma coisa é certa.
O marketing do Parque São Jorge é outro.
Baseado numa regra mais antiga que as dezessete regras do futebol:
Fenômeno corintiano não entra em campo.
Bate bola é nas arquibancadas...


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