10 de dez. de 2008




O texto do sempre amigo Marcelo, confirma uma antiga verdade.

Verdade que não devemos esquecer:

Amigo, é coisa pra se guardar, mesmo que o futebol diga não...



Por MARCELO TORRES



Por ser torcedor do Vitória, eu tinha simpatia pelo Sport, que é outro Leão, outro rubro-negro.

Inclusive, quando fui pela primeira vez ao Recife, tirei fotos no gramado da Ilha do Retiro.

Mas um dia, no ano passado, descobri os textos do Roberto Vieira no blog de Juca Kfouri.

Pelo texto e pela poesia desse craque da palavra, eu fui começando a simpatizar pelo Timbu.

E foi assim que, em Pernambuco, eu virei a casaca, passei a ter preferência mais pelo Náutico.

No entanto, sem nutrir raiva pelo Sport nem pelo Santinha - esse Santinha "fora de série".

(Aliás, quando o Sport era o único nordestino na Copa do Brasil 2008, torci por ele até o fim, até a final.)

Voltando ao Náutico: eu já havia torcido desesperadamente por ele naquele jogo contra o Grêmio.

Na tal Batalha dos Aflitos, parecia que meu Vitória é que estava jogando, pois eu tremia, roía unhas, cruzava dedos, suava frio.

Mas... Pulemos essa parte. Voltemos a 2008.

Em 2008, nas 38 rodadas da Série A, eu torci por vitória do Náutico em 36 rodadas.

Entre o Timbu e qualquer outro que não fosse meu Vitória, eu era Náutico.

Numa dessas rodadas eu estava em Recife, mas o time jogava no Rio, contra o Botafogo.

No dia, liguei pro Roberto e vaticinei: "Hoje o Náutico ganha ou empata". Empatou.

Ao final, sabe-se o quão precioso foi aquele pontinho. Foi um pontão!

Nas 38 rodadas, só duas vezes eu não torci por vitória do Náutico.

Uma foi no jogo do turno no Barradão - Vitória 2 a 0.

Mas a outra vez não foi, como se poderia imaginar, o controverso e confuso embate do returno.

Naquele jogo, os três pontos eram mais importantes para o Náutico, na luta para se afastar da zona.

Confesso, juro pela alma do meu pai: se o Vitória perdesse, eu não ficaria triste - não mesmo.

Mas aí aconteceu o que todo mundo já sabe. Ou não sabe. Quem sabe?

E eu fiquei triste, muito triste com toda aquela situação, com aquelas circunstâncias.

Na ressaca, vieram as tricas e futricas, acusações, o diabo a quatro.

Com o clube sob acusação, sob suspeita, fiquei louco para que o Vitória vencesse na Arena da Baixada.

Mesmo a equipe vindo na descrescente, caindo pelas tabelas, perdendo até para um Galo quase morto.

Ganhar em Curitiba derrubaria a tese de que o Vitória queria favorecer o Furacão e derrubar o Timbu.

O Vitória chegou a estar vencendo, lutou, se esforçou, mas não resistiu. Levou uma virada.

O Leão da Barra ainda pegou o Grêmio e mandou 4 a 2. Quem diria?

Pegou o Palmeiras (que ele rebaixou em 2002) e só empatou, em jogo que teve uns dez pênaltis não marcados.

E aí chegou a última rodada.

Foi quando, pela segunda vez, torci para que o Náutico perdesse (desde que não caísse).

Torci por uma derrota alvirrubra com uma combinação de resultados favoráveis, como o Vitória ganhando do Vasco.

Dias antes, escrevi uns "pitacos" no meu blog:

"Os rebaixados, além de Lusa e Ipatinga, serão Figueirense e Vasco... O Vitória vai rebaixar o Vasco. E salvará o Náutico".

Tá lá escrito, dia 04/12, às 17h43, quem quiser pode ler (http://marcelotorres.zip.net/).

Claro que, com o pontinho (pontão) na Vila, o Náutico não precisou. E o Figueira ganhou do Inter.

Mas o Vitória - sem aspiração de nada - mandou 2 a 0 no Vasco.

E olha que os atletas do Vasco, lá dentro de campo, chegaram a pedir para que os do Vitória entregassem.

E tem mais: se olharmos para todo o campeonato, o Vitória tirou seis pontos da Lusa...

Tirou seis pontos do Figueira.

E tirou seis pontos do Vasco.

Com sete gols (5 a 0 e 2 a 0).

Sete palmos de chão para o Vascão.

No cômputo geral, vê-se que o Vitória foi um "aliado" do Naútico.

Apesar daquele jogo...




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