
Por ROBERTO VIEIRA
Terça-feira é dia de eleição na Ilha do Retiro.
O que deveria ser apenas um plebiscito, tornou-se uma parábola.
Digna do Antigo Testamento.
Vaidade das vaidades.
O presidente Milton Bivar abdicou da reeleição.
Não queria briga com seu irmão Luciano Bivar.
Luciano que é da oposição.
Luciano que é da chapa de Homero Lacerda.
Homero que era brigado com Wanderson Lacerda.
Wanderson que agora é unha e carne de Homero.
Porque, pelo Sport?
Tudo.
O estranho no bate chapa são as circunstâncias.
O biênio que se encerra foi brilhante.
O Sport sagrou-se tricampeão estadual.
Venceu a Copa do Brasil.
Prepara-se com o técnico Nelsinho para a Libertadores das Américas.
Comprou por 2 milhões de reais um CT que era o sonho da torcida.
Milton Bivar tinha tudo para ser ovacionado como o novo Adelmar da Costa Carvalho.
O tiro saiu pela culatra.
Surgiu uma oposição. Disposta a tudo para reaver o poder na Ilha do Retiro.
Oposição que alega inexperiência da situação no comando da equipe.
Principalmente, na hora da Libertadores.
Fato curioso:
Na Libertadores de 1988 quem comandou o Sport foi o grupo de Homero Lacerda.
E o Sport foi eliminado na primeira fase.
Sem vela, mas com muito choro.
Náutico e Santa Cruz jogam azeite na fogueira de vaidades.
Afinal, da última vez que o pau comeu na política da Ilha do Retiro, cortaram a luz do clube.
Por falta de pagamento.
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