15 de dez. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


Terça-feira é dia de eleição na Ilha do Retiro.

O que deveria ser apenas um plebiscito, tornou-se uma parábola.

Digna do Antigo Testamento.

Vaidade das vaidades.

O presidente Milton Bivar abdicou da reeleição.

Não queria briga com seu irmão Luciano Bivar.

Luciano que é da oposição.

Luciano que é da chapa de Homero Lacerda.

Homero que era brigado com Wanderson Lacerda.

Wanderson que agora é unha e carne de Homero.

Porque, pelo Sport?

Tudo.

O estranho no bate chapa são as circunstâncias.

O biênio que se encerra foi brilhante.

O Sport sagrou-se tricampeão estadual.

Venceu a Copa do Brasil.

Prepara-se com o técnico Nelsinho para a Libertadores das Américas.

Comprou por 2 milhões de reais um CT que era o sonho da torcida.

Milton Bivar tinha tudo para ser ovacionado como o novo Adelmar da Costa Carvalho.

O tiro saiu pela culatra.

Surgiu uma oposição. Disposta a tudo para reaver o poder na Ilha do Retiro.

Oposição que alega inexperiência da situação no comando da equipe.

Principalmente, na hora da Libertadores.

Fato curioso:

Na Libertadores de 1988 quem comandou o Sport foi o grupo de Homero Lacerda.

E o Sport foi eliminado na primeira fase.

Sem vela, mas com muito choro.

Náutico e Santa Cruz jogam azeite na fogueira de vaidades.

Afinal, da última vez que o pau comeu na política da Ilha do Retiro, cortaram a luz do clube.

Por falta de pagamento.



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