
Por ROBERTO VIEIRA
Platão afirmava: "Apenas os espíritos vulgares não têm destino".
Platão que nunca jogou bola, mas batia um bolão.
Como nada é mais invulgar que o Clássico dos Clássicos, o destino colocou os velhos rivais, frente a frente, longe de casa.
Nos Pampas. Pelas semifinais do Brasileirão Sub-20.
Nesta sexta-feira, dia 19 de dezembro.
No pequeno estádio Passo da Areia.
Quiçá, um saudoso campo do British Club ressuscitado no Rio Grande?
O início das comemorações dos 100 anos do terceiro clássico mais antigo do Brasil.
O jogo relembra velhas paixões e fatos históricos.
Como o mítico primeiro jogo Náutico x Sport em 1909.
As batalhas imemoriais entre as duas agremiações.
Ou até mesmo, os Fla-Flus do Nordeste nos anos 40, quando os rivais cariocas se enfrentaram em Recife, Fortaleza e Salvador.
Temos então, meus amigos, um final de temporada inusitado.
Onde novas gerações exaltam as antigas, nos gramados distantes do sul.
Um clássico como naqueles velhos tempos, tempos nos quais os jogadores dormiam com as camisas dos seus clubes.
Conheciam cada centímetro do seu pavilhão.
Tempos de um profissionalismo criança.
Pelo Náutico, o artilheiro Anderson Lessa lembrará Bita, ou quem sabe Ivson?
Gol e realidade. Sonho e memória.
Pelo Sport, o artilheiro Ciro lembrará os primeiros chutes de Ademir Menezes e Roberto?
Gol e realidade. Sonho e memória.
Alguns saudosistas torcerão o nariz:
"O passado era muito melhor!"
Talvez sim, talvez não.
Mas o destino joga no ataque, embora tenha os olhos na história.
Destino que acompanha os grandes clubes.
Pois, o mesmo destino, traçou outra armadilha na segunda semifinal.
Internacional e Grêmio se enfrentam.
Mais um clássico de vida ou morte.
Grenal que é o segundo clássico mais antigo do Brasil.
Oito dias mais antigo que o Clássico dos Clássicos pernambucano.
Grenal que também completa seu centenário ano que vem.
Pra quem ainda duvida do destino, paciência.
O velho Platão costumava comentar com seu amigo Sócrates:
"A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos..."
Platão que nunca jogou bola, mas que batia um bolão...
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