
Por ROBERTO VIEIRA
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Não acredito em gato preto e vermelho.
Dito isso.
Não acredito em superstição.
Acredito em trabalho bem feito.
Acredito na persistência.
Embora saiba que no esporte, e na vida, o lado psicológico influi.
A superstição tem raiz etimológica no além.
O vocábulo define algo 'além da razão'.
Ora, meus senhores.
O irracional ganha jogo?
Ganha!
Quando a gente deixa!
Os jogadores do Náutico se habituaram ao ruído das arquibancadas.
Morrendo de medo do Sport.
Como os nordestinos.
Que morrem de medo dos sulistas.
O Sport e o Sul-Sudeste não são caipora.
Nem mula-sem-cabeça. Nem bicho-papão.
Já foram derrotados centenas de vezes.
Mas se a superstição aluga o coração de um indivíduo, ele está perdido.
Ele perde até dele mesmo.
Vamos lembrar algumas coisas, meus amigos.
O Chelsea passou 5 décadas sem levantar um título.
O Corinthians?
23 anos.
Corinthians que achava que tudo era questão de bater tambor.
Esquecendo que do outro lado tinha Pelé e Ademir.
Corinthians que queimava camisas e jogadores no varejo e no atacado.
O São Paulo?
O São Paulo de 1950 até 1970 era um saco de pancadas.
Só não tinha fogueira porque, convenhamos, a torcida do tricolor era de banqueiros.
Preferiam contar os milhões.
Botem uma coisa na cabeça de vocês:
"O Náutico não deve ter medo de ninguém!"
"O Náutico vai voltar a vencer o Sport milhares de vezes!"
Agora, por favor!
Deixemos de agir como a moçada da idade média!
Porque de uma coisa estejam certos:
Antes de ganhar do Sport.
O Náutico precisa vencer a si mesmo.
Golear a superstição que vê sapo enterrado em toda bandeirinha de escanteio...
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